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Borrachudos: eles estão por toda parte

07 ago 2014 às 08:22

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Quem circula pela cidade sabe muito bem que os "borrachudos" estão presentes em várias vias de Londrina, principalmente em ruas com grande circulação de ônibus. As deformações no asfalto estão lá, para quem quiser, na rua Professor João Cândido (Centro), na rotatória do Terminal Ouro Verde e nos Cinco Conjuntos (ambos na Zona Norte), por exemplo. Elas surgem da combinação de trânsito intenso com a deterioração da estrutura da via e a variação da temperatura.
O cabeleireiro Ary Magalhães Azevedo tem um salão na João Cândido e seus clientes sofrem com a elevação da sarjeta provocada pelos borrachudos. O assoalho dos carros sempre acaba raspando na guia da calçada. "Uma de minhas clientes ia sair da vaga e sentiu o carro bater na guia. Ela parou o carro na faixa exclusiva e um ônibus acabou batendo no carro dela", reclamou.
O corretor imobiliário Marcelo Scandalae criticou que a Prefeitura realizou o serviço de tapa-buracos em frente ao seu escritório, mas as guias e sarjetas foram destruídas pelo borrachudo. Segundo ele, os pedaços se juntaram ao remendo asfáltico e ficaram acima do nível da calçada. "Essa faixa exclusiva deveria ser de concreto para acabar com essas deformações no asfalto", sugeriu.
O soldador Alzemiro Pinheiro concordou com a ideia. "Eu ando de moto e sempre que passo por esses pontos a gente dá uma desequilibrada e corre o risco de cair", citou. Ele contou que seu irmão já sofreu um acidente de moto quando passou por uma panela.
Mas o azulejista Evaldo Lopes disse temer que a concretagem apenas nos pontos de ônibus vai só mudar o problema de lugar. "O concreto é mais resistente, mas acredito que se não for implantado na via inteira surgirá um problema na junção do concreto com o asfalto. Ali, se não receberem manutenção constante, formarão panelas (buracos) e não adiantará nada", analisou. (Vítor Ogawa/Folha de Londrina)

E quem pega o ‘busão’?
Quem circula de ônibus acha que a colocação do concreto diminuiria os riscos de queda no embarque e desembarque. A estudante Giovanna Simonetti já viu várias pessoas tropeçando nessas deformações do asfalto. "Vai ser bom para evitar acidentes", afirmou. A coordenadora de vendas Bárbara de Matos comentou que outro problema é que as deformações favorecem a formação de poças nas ruas, como acontece por exemplo na rotatória do Terminal Ouro Verde. "Nos dias de chuva a água fica empoçada e os veículos passam correndo e molham todos que estão ao lado", reclamou. (V.O.)

Resposta
O secretário municipal de Obras, Walmir Matos, admitiu que não há planejamento para implantar uma faixa exclusiva de concreto para os ônibus, mas disse já haver previsão para colocar o piso em frente aos pontos. Ele destacou que os recursos até já teriam sido liberados pelo programa Paraná Cidades. "Foram liberados R$ 10 milhões e parte disso pode ser voltada para a implantação desses pavimentos de concreto", destacou. Ele explicou que o projeto dessas benfeitorias será concluído em 20 ou 30 dias e será encaminhado para o programa Paraná Cidades, do governo estadual, para aprovação. "Assim que eles derem o OK, nós publicaremos o edital. Acredito que até novembro as obras se iniciem", projetou. (V.O.)
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