As imagens de postes destruídos são comuns nos fins de semana, principalmente no Centro de Londrina. No último domingo, o NOSSODIA registrou pelo menos cinco estruturas danificadas nas avenidas Duque de Caxias, Leste-Oeste, Tiradentes e Juscelino Kubitschek (JK). Instalados sobre calçadas e canteiros, os postes são atingidos por veículos. Na maior parte das ocorrências, além de se ferirem com gravidade, os condutores causam grande transtorno aos moradores da região, que ficam sem energia elétrica por longo período.
Um dos casos foi registrado na madrugada de domingo, na Avenida Leste Oeste, esquina com a rua Itajaí. O condutor (de 26 anos de idade) de um Chevrolet Astra atingiu a estrutura de concreto usada para sustentar fios de energia elétrica. Ele e uma passageira (de 28) ficaram feridos e foram encaminhados a hospitais da cidade após atendimento dos socorristas do Siate. O poste só não caiu porque havia diversos cabos ligados a ele. Mesmo assim encontrava-se com o pilar destruído, com risco de queda.
Situação parecida registrada na Avenida Juscelino Kubitschek, esquina com a rua Ibiporã. Não há informações sobre o condutor responsável. Dois postes foram atingidos e avariados no acidente. Um de concreto, usado para sustentar cabos elétricos e um segundo de metal, responsável por manter o semáforo e orientar motoristas e pedestres. O primeiro foi seguro pelos fios e se manteve em pé, porém o segundo ficou caído entre as duas pistas.
A poucos metros dali, na Avenida Tiradentes com a José de Alencar, um poste de metal usado para sinalizar o trânsito também exibia marcas de colisão e ameaça cair sobre veículos e pedestres. Na Duque de Caxias, próximo ao prédio da Prefeitura, outro poste de metal, também usado para sustentar placas de sinalização, encontrava-se caído sobre a calçada. Em nenhum dos últimos dois casos a reportagem encontrou informações sobre os veículos que danificaram as estruturas. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)
Até a última quarta-feira, 127 postes da Copel foram destruídos após acidentes de trânsito
Semáforos e placas de trânsito
A assessoria de comunicação da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) divulgou os custos médios das manutenções dos semáforos. Os dados são da diretoria de trânsito da CMTU, referentes aos casos de manutenções ou substituições por acidente e vandalismo nos semáforos:
Avenida Leste Oeste com a Rio Branco – colisão do veículo: custo médio de R$ 3 mil e um dia de trabalho de três servidores (aproximadamente R$ 345,00).
Rua Potiguares com a. Dez de Dezembro – danificado em acidente: Custo médio de R$ 3 mil e um dia de trabalho de três servidores (aproximadamente R$ 345).
Outros custos (aproximados):
• Placas da campanha lixo no chão: R$ 250
• Lixeiras: R$ 80 (jogo com 2 latas)
• Placas de sinalização: R$ 70 a placa e R$ 90 a haste -
R$ 160 por placa
• Média de instalação/mês:
• 100 placas de sinalização de trânsito
• De 30 a 50 placas educativas e lixeiras recicladas
• Média de vandalismo/mês:
• 5% do total de placas de sinalização de trânsito instaladas
• De 10 a 15% de placas educativas e lixeiras de lata instaladas
‘Barbeiragem’ custa caro
O alto número de estruturas atingidas veículos em Londrina impressiona. Somente em 2016, entre janeiro e agosto deste ano, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) registrou 127 ocorrências do tipo no município. A contagem representa uma média de quatro postes abalroados por semana, informou o setor de comunicação da empresa.
Por razões de segurança, a rede elétrica da Copel é preparada para desligar automaticamente quando as estruturas são danificadas. O maior dano é causado à comunidade, que fica sem energia durante os trabalhos de manutenção até o atendimento ser restabelecido. Graças ao avanço da tecnologia, hoje é possível realizar manobras na rede elétrica para que o número de domicílios desligados seja cada vez menor. Mesmo assim a região próxima do acidente só é religada com a conclusão do reparo.
Ainda de acordo com o setor de comunicação da empresa, atualmente os reparos após o acidente têm um custo médio de R$ 2.097,60, que é cobrado do motorista, quando ele é identificado e localizado. A Copel pede que a população entre em contato, pelo 0800 5100 116, e repasse detalhes sobre o condutor do veículo causador do dano. Se identificado, ele deverá arcar com os custos do conserto e substituição da estrutura. (P.M.)