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Bar da Nete é sucesso

04 set 2014 às 08:28
Não é em qualquer esquina que se encontra um bar assim. O Bar da Nete, autêntico e super tradicional, fica na rua Tabajara, número 135, no Jardim Tupi, em Cambé. Com muitas histórias, a começar pela dona, ele é único. Aos 54 anos, Ivonete Aparecida Francisco, já doou 25 deles ao bar para o qual emprestou seu nome e conquistou clientes fiéis graças a seus dotes culinários. De sorriso fácil, ela explica que o ambiente é familiar e tem suas regras: "chegou bêbado, eu não sirvo". "Não pode chegar perturbando", enfatiza.
Os quitutes de boteco foram o começo de tudo. "Eu vendia salgado e entregava em 17 bares", recorda a comerciante. O enrolado de salsicha, as coxinhas, risolis e empanado de frango acabaram se tornando conhecidos em toda a cidade. "Na temporada de verão, vendo mil salgados por semana no bar da Associação dos Funcionários da Prefeitura, onde toco o bar", pontua.
Mas nem só de salgados é feito o cardápio, avisa a dona do estabelecimento. Toda sexta-feira, a noite é reservada ao porco no tacho com mandioca ou frango frito, que atraem muita gente. As cinco mesas ficam ocupadas o tempo todo. "Mas tem mais lá no fundo", avisa Nete. Se o freguês vem sozinho uma vez, volta com a família e na hora de ir embora leva o prato do dia pra casa também.
Às 6h30 da manhã, ela abre o seu estabelecimento e a freguesia já começa a chegar. "Uns levam cigarro, outros refrigerante e uns bebem pinga mesmo", brinca. De longe, a comerciante já sabe a preferência de cada um. "O pessoal da coleta para para o cafezinho e isso é cortesia", fala. A lida com os afazeres domésticos faz parte da rotina e em casa Nete cozinha para o marido, que é gráfico, e para o filho metalúrgico.
Como é muito popular na vizinhança, o Bar da Nete também acaba funcionando como uma espécie de central de informações. "Procuro ajudar todo mundo e quando alguém passa necessidade, nos unimos e vamos atrás de pelo menos uma cesta básica", diz.
A mobília é original e imagem de Nossa Senhora Aparecida merece destaque. "Essa meu marido trouxe de Aparecida do Norte, em 1969, quando foi pra lá com os pais", valoriza. Os balcões, todos tinindos, estão no bar desde que foi aberto. Lá estão balinhas de goma, canudos de doce de leite, doce de mocotó e tudo que um bom botequim tradicional deve ter para a servir bem a freguesia. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)

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