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BALEIA-AZUL

Baleia-azul - Jogo deixa Famílias em Pânico e educadores em alerta

Walkiria Vieira
NOSSODIA
24 abr 2017 às 08:50

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Não é lenda urbana, não é uma brincadeira. Um jogo de desafios que culmina com a morte é mais que assunto de rodas de conversa e traz um alerta sobre o uso da internet, suas ferramentas e os limites a crianças e adolescentes para seu uso. Já famigerado, o jogo da Baleia-azul acende uma discussão importante e é tema abordado por psicólogos, psicopedagogos e pais, preocupados com os desdobramentos do mundo virtual sobre o cotidiano.
O corte de cabelo descolado chama a atenção até da diretora. E quando ela faz o elogio ao aluno, em tom de observação, ouve que não se tratou de uma escolha ou adesão à moda: "Foi um desafio, professora". O caso, real, aconteceu em uma escola particular de Londrina há cerca de 30 dias e antes mesmo disso, a direção afirma que já estava de olho nos alunos e explica que os assuntos atuais são discutidos em sala, bem como em reuniões com pais e professores. Segundo a diretora, colegas acharam que o corte de cabelo ficou engraçado, principalmente porque fugiu do perfil do aluno, e o caso traz à tona uma questão: qual o limite entre a brincadeira e os riscos aos quais este jogo pode levar?
Na semana passada, o Paraná registrou a entrada de oito adolescentes entre 13 e 17 anos nas unidades de saúde de Curitiba - cinco por tentativa de suicídio por medicamentos e três por automutilação. O secretário estadual de Segurança, Wagner Mesquita, afirmou que um dos jovens relatou a participação no jogo.
Do ponto de vista da diretora da Escola Municipal Francisco Pereira Almeida Junior, Ivete Pimentel, a preocupação não é exagerada e o tema tomou proporção que merece reflexão e decisões. "Isso não pode ser considerado brincadeira porque leva à mutilação e até à morte. Não podemos nos omitir, principalmente porque a escola é o primeiro passo para o convívio em sociedade e é fundamental estarmos presentes e abordarmos temas como esse." Na escola Francisco Pereira de Almeida Junior são 440 alunos, da pré-escola ao EJA. De acordo com a diretora, a pedofilia nas redes sociais foi um assunto que também movimentou a escola por sua gravidade e virou assunto para ser discutido em sala e com os pais. "Baleia-azul é o assunto do momento. Por incrível que pareça, tudo que falam envolve um desafio e por isso vamos trabalhar esse tipo de ‘brincadeira’ de forma séria. É preciso nos desafiar?", questiona a professora.
A Delegacia de Homicídios de Londrina, que atende todos os casos de crimes contra a vida, informou na última quinta-feira (20) não atendeu qualquer caso de suicídio ou tentativa de suicídio envolvendo adolescentes e crianças nas duas últimas semanas.
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