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Avião de Eduardo Campos teve problemas em Londrina

14 ago 2014 às 08:35
A aeronave modelo Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, que caiu em Santos (SP) na manhã de quarta-feira e matou o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos (PSB), já havia apresentado problemas no dia 16 de junho durante decolagem no Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, segundo reportagem da Folha de S. Paulo. Outros cinco ocupantes da aeronave também perderam a vida e mais cinco pessoas que estavam em solo ficaram feridas no acidente.
Segundo o líder do PSB na Assembléia Legislativa do Paraná, deputado Wilson Quinteiro, houve um problema na ignição da aeronave no aeroporto londrinense. Eduardo Campos e Marina Silva visitaram a cidade no dia 16 de junho para compromissos pré-campanha eleitoral. Campos participou de uma cerimônia no Hospital do Câncer de Londrina com o governador Beto Richa (PSDB) e o prefeito Alexandre Kireeff (PSD).
O problema registrado na aeronave em Londrina fez com que Campos e Marina fossem de carro para Maringá, onde os dois participaram de um evento na Associação Comercial daquela cidade. Ainda segundo a Folha de S. Paulo, Campos deixou Maringá com destino ao Rio de Janeiro em outro avião da mesma empresa que é dona da aeronave que caiu em Santos.
No dia 17 de junho, o Cessna 560XL deixou o aeroporto de Londrina com destino a Jundiaí. A assessoria de imprensa da Infraero confirmou que a aeronave que esteve em Londrina em junho era a mesma que caiu na manhã desta quarta. (Redação Bonde)

Marina Silva teria desistido de viagem
A candidata a vice-presidente Marina Silva na chapa de Eduardo Campos (PSB) teria desistido de embarcar com ele na última hora. Ela acabou embarcando em um avião de carreira. Após tomar conhecimento da tragédia, Marina disse que a morte de Eduardo impõe luto e "uma profunda tristeza" em todo o País. Ela fez um breve pronunciamento e depois deixou o local onde estão concentrados os jornalistas na Prefeitura de Santos. Marina Silva estava abatida e com a voz embargada.
Marina lembrou da sua convivência com Campos nos últimos dez meses e disse que manterá na sua mente a imagem de Campos ao se despedir dela na terça a noite. "A imagem que quero guardar dele é a da despedida de ontem (terça), cheia de alegrias e de sonhos", contou. "Quero pedir a Deus que sustente a Renata, o Zé, o João, a Duda, o Pedro, o pequenino Miguel e todos os familiares do companheiro Eduardo Campos", afirmou, em referência à esposa e aos cinco filhos de Campos. (Das agências)

Prefeito Kireeff lamenta morte
Vários políticos utilizaram as redes sociais para lamentar a morte do candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB). Pelo Facebook, o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), lembrou do encontro com o candidato durante visita à cidade. "Conheci Eduardo Campos recentemente, aqui em Londrina. Conversamos sobre administração pública, mudanças e, claro, eleições. Que as famílias e amigos de todas as vítimas deste terrível acidente encontrem conforto,paz e superem este momento de dor", postou Kireeff junto com uma foto ao lado e Campos. (Rafael Fantin/Redação Bonde)

Como fica a disputa eleitoral?
Com a morte do candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, a coligação de partidos que apoiava o candidato deverá apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um novo pedido de registro com a composição dos candidatos a presidente e a vice, caso queira permanecer na disputa presidencial. Esse pedido deve ser feito em até 10 dias e é necessário que seja feita uma convenção partidária nesse intervalo de tempo.
"Nas eleições majoritárias, se o candidato for de coligação, a substituição deverá ser feita por decisão da maioria absoluta dos órgãos executivos de direção dos partidos políticos coligados, podendo o substituto ser filiado a qualquer partido dela integrante, desde que o partido político ao qual pertencia o substituído renuncie ao direito de preferência", diz a resolução 23.405 do TSE. (Agência Estado)

PERFIL
- Eduardo Henrique Accioly Campos, 49 anos
- Casado com Renata Campos, com quem teve cinco filhos, o mais novo nascido há pouco mais de cinco meses
- Neto de Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco que morreu em 2005, também no dia 13 de agosto
- Carreira política: Governador de Pernambuco entre 2006 e 2014, quando deixou o cargo para concorrer a Presidência da República. Foi ministro de Ciência e Tecnologia em 2004, durante o primeiro governo do ex-presidente Lula. Em 2005 deixou o cargo e tornou-se presidente nacional do PSB.

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