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Atropelamento com morte - Um ano à espera de justiça

aulo Monteiro - NOSSODIA
e Rafael Machado - Grupo Folha
04 fev 2018 às 20:37

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Anderson Coelho
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"Um vazio completo". É assim que Regiane Cristina Rodrigues da Silva define a perda do sobrinho, João Pedro Rodrigues da Silva, 18 anos. No início da manhã do dia 22 de janeiro de 2017, ele foi atropelado por um carro na avenida Leste-Oeste, em Londrina. A vítima, que estava de bicicleta, teve que ser socorrida por pessoas que presenciaram o acidente. O motorista responsável pela violenta colisão, segundo a polícia, fugiu do local. A primeira audiência do caso, quando ele deve ser interrogado, está marcada para esta segunda-feira (5), às 14h, na 1ª Vara Criminal.
Segundo o relato de testemunhas e da família, o rapaz de 18 anos foi encaminhado às pressas por socorristas do Siate à Santa Casa, onde faleceu dias depois por causa do grave traumatismo craniano. Desesperados, os familiares de João tinham poucas informações do homem que provocou a batida. Eles até chegaram a confeccionar um cartaz para alertar os pedestres que passavam pela movimentada avenida da zona oeste de Londrina.
De acordo com a PM (Polícia Militar), o motorista foi localizado e preso em sua residência pouco depois da meia-noite de segunda-feira. Na época, ele disse ao delegado de plantão, Ernandes Alves, que havia ingerido dois litros de "pinga". A respeito do acidente, o acusado alegou que "bateu em algo que não soube identificar". Ele também teria confirmado que só viu o amassado no carro quando chegou em casa.
Três dias após ser detido, o motorista foi solto e hoje é monitorado por uma tornozeleira eletrônica. Ele tem que cumprir algumas medidas da Justiça, como a proibição de dirigir, de frequentar bares e estabelecimentos semelhantes, além da obrigação de permanecer em casa entre 18h30 e 7h. Procurada pela reportagem, a advogada do motorista, Kauane Guerra Mazzia, não quis conceder entrevista.

FUTURO
"O João só falava em estudar. Ele sonhava com um futuro brilhante, acreditava em vencer na vida e ajudar a família. O que ele mais gostava era bater uma bolinha com os primos e jogar vôlei aos domingos com os amigos do grupo da Igreja Católica do jardim Bandeirantes, que frequentava aos sábados", afirmou Regiane.
O jovem morava com a tia no jardim do Sol, próximo ao local do acidente. Ele perdeu a mãe quando tinha oito anos de idade por conta de um problema de saúde. Os dois irmãos, que moram em Curitiba, mantinham contato constante com a vítima. "Espero que a justiça seja feita e o motorista fique atrás das grades", afirma a tia.


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