A juíza da 1ª Vara Criminal de Londrina, Elisabeth Kather, indeferiu pedido de revogação da prisão preventiva de Higor Salles, 21 anos, acusado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de participar do assassinato do agente penitenciário Thiago Borges de Carvalho, 33, em dezembro de 2016. O crime ocorreu enquanto a vítima e mais quatro agentes voltavam da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) 2 e foi planejado, além de Higor, por oito pessoas.
Todos permanecem presos. No início de junho, quando o caso foi concluído pela Polícia, o secretário estadual de Segurança Pública (Sesp), Wagner Mesquita, veio a Londrina afirmar que os acusados pertenciam "a uma perigosa facção criminosa". A declaração foi rechaçada pela defesa de Higor. Para o advogado Diheyson Adalberto Furlan Cunha, o jovem "não conhece ou tem relação com nenhum acusado".
O Ministério Público apurou que Higor teria participado do atentado em dois momentos. Inicialmente, seguiu os agentes até a PEL 2 e repassou as informações para o restante da quadrilha, a fim de que escolhessem a melhor ocasião para cometer o homicídio. Na segunda oportunidade, o jovem teria ateado fogo em um Citroen C3 Aircross, utilizado pelos criminosos para fugir após a execução.
As acusações contra Higor foram rebatidas pela defesa por meio de um ofício despachado pelo INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), em que questiona essa sequência de ações do acusado.
Conforme a defesa, mesmo com a apreensão do celular do suspeito pela Polícia Civil, nada de ilícito teria sido encontrado. "Não localizaram nenhuma suspeita na troca de mensagens. Além disso, o tipo físico da pessoa que aparece em imagens captadas pela polícia não condiz com o Higor", comentou o advogado, que vai tentar reverter a decisão da juíza Elisabeth Kather no Tribunal de Justiça. Um habeas corpus deve ser impetrado nos próximos dias.
Todos permanecem presos. No início de junho, quando o caso foi concluído pela Polícia, o secretário estadual de Segurança Pública (Sesp), Wagner Mesquita, veio a Londrina afirmar que os acusados pertenciam "a uma perigosa facção criminosa". A declaração foi rechaçada pela defesa de Higor. Para o advogado Diheyson Adalberto Furlan Cunha, o jovem "não conhece ou tem relação com nenhum acusado".
O Ministério Público apurou que Higor teria participado do atentado em dois momentos. Inicialmente, seguiu os agentes até a PEL 2 e repassou as informações para o restante da quadrilha, a fim de que escolhessem a melhor ocasião para cometer o homicídio. Na segunda oportunidade, o jovem teria ateado fogo em um Citroen C3 Aircross, utilizado pelos criminosos para fugir após a execução.
As acusações contra Higor foram rebatidas pela defesa por meio de um ofício despachado pelo INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), em que questiona essa sequência de ações do acusado.
Conforme a defesa, mesmo com a apreensão do celular do suspeito pela Polícia Civil, nada de ilícito teria sido encontrado. "Não localizaram nenhuma suspeita na troca de mensagens. Além disso, o tipo físico da pessoa que aparece em imagens captadas pela polícia não condiz com o Higor", comentou o advogado, que vai tentar reverter a decisão da juíza Elisabeth Kather no Tribunal de Justiça. Um habeas corpus deve ser impetrado nos próximos dias.
‘Sabe-se lá qual tática de investigação foi aplicada’
Na semana passada, a investigação da Secretaria Estadual de Segurança Pública, para descobrir os autores do assassinato de Thiago Borges de Carvalho, foi alvo de críticas de outro advogado que defende Alexandre Ferreira, um dos nove acusados. Para o Ministério Público, ele recebeu ordens de um membro do alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC) para planejar a emboscada.
"Essa consideração de que o Alexandre faz parte do PCC não tem o menor sentido. Ele é trabalhador, tem bons antecedentes, é inocente e está sendo confundido com outra pessoa. Sabe-se lá qual tática de investigação foi aplicada". Em nota, a assessoria de imprensa da Sesp limitou-se a dizer que "no caso mencionado, os trabalhos da Polícia Judiciária foram concluídos. Caberá ao Poder Judiciário analisar a denúncia e fazer o julgamento devido." (R.M.)
Na semana passada, a investigação da Secretaria Estadual de Segurança Pública, para descobrir os autores do assassinato de Thiago Borges de Carvalho, foi alvo de críticas de outro advogado que defende Alexandre Ferreira, um dos nove acusados. Para o Ministério Público, ele recebeu ordens de um membro do alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC) para planejar a emboscada.
"Essa consideração de que o Alexandre faz parte do PCC não tem o menor sentido. Ele é trabalhador, tem bons antecedentes, é inocente e está sendo confundido com outra pessoa. Sabe-se lá qual tática de investigação foi aplicada". Em nota, a assessoria de imprensa da Sesp limitou-se a dizer que "no caso mencionado, os trabalhos da Polícia Judiciária foram concluídos. Caberá ao Poder Judiciário analisar a denúncia e fazer o julgamento devido." (R.M.)