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ATENDIMENTO ‘QUEBRADO’ - Pacientes aguardam no chão da UPA

Paulo Monteiro
NOSSODIA
30 jul 2015 às 09:09

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Paulo Monteiro
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Aguardar por várias horas o atendimento já não é fácil. Imagina sofrendo com dores pelo corpo e problemas de saúde. Tudo isso numa sala abafada por causa da quantidade de pacientes. Para piorar um pouco mais a situação, o espaço não possui cadeiras suficientes para o repouso, forçando as pessoas a sentarem em armações de metal e até no chão. Essa é a atual realidade da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará, localizada na Avenida Arthur Thomas, zona oeste de Londrina.
Inaugurada em junho de 2013, a unidade foi aberta com a esperança de resolver parte das urgências e diminuir as filas nos prontos-socorros dos hospitais da cidade, acomodando pacientes com emergências, problemas de pressão, febre, fraturas e até infarto e derrame. Com atendimento 24 horas, o espaço foi anunciado com cinco consultórios, sala de emergência com quatro leitos, 16 leitos de observação, uma sala de medicação com mais 16 leitos e equipe de enfermagem e atendimento completo. Além de mais de 17 médicos clínicos e sete ortopedistas.
Apesar de tantos recursos, usuários demonstram frustração com a UPA. "Estou com dor no estômago. Não aguento mais. É melhor morrer do que passar por uma situação desta", disparou em voz alta a auxiliar de serviços gerais Silvana Soares, que deixou o Conjunto Hilda Mandarino, zona norte, onde mora, para buscar socorro no Sabará. "Faz quatro horas que cheguei e a única coisa que fizeram por mim foi medir a pressão. Nem me deram um remédio para diminuir a dor", afirmou Silvana, por volta das 16 horas de segunda-feira. "Cheguei perto das 9h e até agora nada. Estou com dor no rim e alergias por toda a pele", afirmou a dona de casa Elisângela de Souza, moradora do Jardim Maria Celina, região norte.

Cão deixa dona com pé inchado
Sem conseguir caminhar, a dona de casa Maria da Silva foi transportada do Jardim Josiane, em Cambé, até a UPA com o pé direito inchado. Mesmo reclamando de dor desde que havia chegado, por volta do meio-dia, ela completou quatro horas aguardando por um médico ou um enfermeiro que amenizasse seu sofrimento. "Estou nessa situação porque fui correr atrás do meu cachorro fujão e acabei caindo e torcendo meu pé. Cheguei ao meio-dia e até agora não fizeram sequer um raio-X do meu pé", contou Maria.
A situação da UPA no Jardim Sabará não "alivia" nem com os de mais idade. Com a precariedade das cadeiras, idosas aguardavam em pé. "Cheguei antes do almoço, há umas quatro horas. Da próxima vez, vou trazer uma marmita para não ‘morrer’ de fome", destacou a dona Maria Ribeiro, 77 anos, moradora do Jardim Leonor, região oeste. Já a doméstica Sônia Maria Rosa, 65 anos, moradora do Jardim União da Vitória, perdeu o dia de trabalho em busca de saúde. "Sinto falta de ar, tenho hérnia de disco, tontura, dores nas costas. Cheguei antes das 13 horas mas ainda não sei qual é minha doença", lamentou Sônia, também por volta das 16 horas de segunda. (P.M.)

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Silêncio como resposta
Durante a tarde da última terça-feira, o NOSSODIA entrou em contato com a assessora de gabinete do secretário municipal de Saúde, Mohamed El Kadri. A situação da UPA do Jardim Sabará foi repassada para ela e uma resposta da secretaria foi solicitada. No entanto, a reportagem ficou sem uma resposta sobre o caso. O NOSSODIA ainda tentou ouvir o secretário El Kadri por meio do seu telefone celular, porém, ele não atendeu a nenhuma das ligações. (P.M.)


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