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Assunto delicado - Abuso sexual infantil deve ser discutido

28 mai 2017 às 19:48

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Gustavo Carneiro
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A mobilização das escolas da Prefeitura de Londrina para tratar do abuso infantil com crianças é prevista no calendário anual de atividades. Semana passada, educadores realizaram diversas atividades com os alunos. Os pais e a comunidade, por sua vez, tiveram acesso a palestras e professores também estiveram presentes em cursos com a recomendação de psicólogos. NOSSODIA tratou do assunto e, passada a intitulada semana da "Campanha de Combate ao Abuso Sexual Infantil", o jornal volta a tocar no tema hoje e sempre, dada sua gravidade e relevância para toda a sociedade. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


Leitura: Confiança, diálogo e prevenção
Para a pedagoga e também professora da Biblioteca Infantil Talita Ortega, a mediação da leitura é um processo que integra a família. "Por meio da sacola literária, recebemos comentários dos pais e eles também sentem a necessidade de fazer da leitura um hábito", diz. No caso da leitura de Pipo e Fifi, a dramatização, o jogo simbólico, permite uma explicação para crianças dessa idade, de um tema controverso. "A leitura tem o poder de colaborar para o desenvolvimento global, amplia o vocabulário, a imaginação e a criatividade. O coordenador pedagógico da CMEI, Valdir Oliveira, ratifica a profissional: "Ajuda até mesmo na compreensão do mundo". E vai além: "Uma das grandes características da contação de histórias é permitir a identificação das crianças com as personagens e, graças ao vínculo que possuem com os professores, podem se abrir. A atividade chega até mesmo a ter um fundo terapêutico e, assim, a escola também pode contribuir nesse sentido". O coordenador pensa que este deva ser um trabalho a ser expandido. Por mais delicado que seja ou que pareça difícil, é imprescindível abordar o assunto do abuso sexual infantil.
A vendedora Marina Sobral, 33 anos, tem duas filhas. "Uma de 15 e uma de nove anos e além de sermos presentes e conversarmos, somos atentos às companhias, pois influenciam no comportamento." Marina é moradora do Jardim Catuaí, região norte, e considera que a escola tem um papel importante nesse processo de prevenção. "Do modo correto, a abordagem só tem a acrescentar", pensa. (W.V.)

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Por trás da arte, conteúdo
Pipo e Fifi não são apenas dois bonecos de pano. Feitos à mão pela educadora e professora pós-graduada em Literatura Infantil e Contação de Histórias da biblioteca da CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) Valéria Veronesi, Renata Suzue Ogata, as personagens são as principais da obra de Caroline Arcari e o uso dos bonecos durante a atividade têm como objetivo abordar o assunto do abuso sexual com as crianças de modo adequado e lúdico. "Esse é um assunto contínuo e a ideia trazida pela professora Talita Ortega foi a de trabalharmos esse tema com os bonecos, pois são carismáticos e as crianças relacionam a explicação. Entendem que nossas partes íntimas devem ficar preservadas e quando recebem um carinho, ele não pode virar segredo." E acrescenta: "Devem entender em quais pessoas podem confiar - como o médico, porque está com a mamãe, por exemplo".
Na história de Pipo e Fifi, ele usa cueca, ela calcinha, foi trabalhada com 400 crianças de 2 a 5 anos, só na CMEI Valéria Veronesi. "O teatro de formas animadas contribui para sensibilizar a história seja antes, durante ou depois do conto e esse assunto deve ser continuamente tratado", esclarece. "É um assunto doloroso e, de modo lúdico, por meio da linguagem cênica, nos aproximamos das crianças." (W.V.)


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