Um "pesadelo" para moradores, trabalhadores e estudantes, ameaçados por um espaço abandonado entre as ruas Belo Horizonte e Curitiba, na região central de Cambé. Há anos sem utilidade, o local, que já foi um escritório, virou um mocó, esconderijo para infratores. O caso mais grave foi registrado na última semana, quando um homem foi executado a pauladas. Além da ameça de roubo e outros crimes, os pedestres sofrem com o mau cheiro e a sujeira do imóvel, que virou um depósito de lixo. A escuridão em volta deixa o cenário ainda mais macabro.
Trabalhando há décadas ao lado do mocó, o caminhoneiro Israel Caetano acompanhou o abandono e a deterioração do espaço. Ele conta que o lugar já fez parte da estação de trem de Cambé. "As pessoas compravam bilhetes e embarcavam nos trens por aqui. Com o fim do transporte de passageiros, o espaço se tornou escritório de uma empresa de cimento, que tinha um depósito nesse galpão ao lado. Mas, já há uns sete ou oito anos, a empresa foi embora e o lugar ficou abandonado", relembra o homem.
Por causa da localização, centenas de pessoas circulam pelo local diariamente, correndo riscos. "Esse lugar vivia cheio de morador de rua. Pelo menos 25 pessoas já ocuparam ele", conta Caetano, mostrando que muito lixo foi deixado para trás. Roupas velhas, restos de comida e outros tipos de lixo. Até um carrinho de bebê foi abandonado. "Usuária de drogas, até uma mulher com o filho de colo frequentava este lugar. O carrinho devia ser dela", diz o caminhoneiro.
O espaço fica próximo ao colégio de ensino fundamental Médio Olavo Bilac. Segundo moradores dos bairros vizinhos, muitos alunos circulam próximo ao mocó. A noite ainda permite a venda e compra de drogas no local, afirmam eles.
Trabalhando há décadas ao lado do mocó, o caminhoneiro Israel Caetano acompanhou o abandono e a deterioração do espaço. Ele conta que o lugar já fez parte da estação de trem de Cambé. "As pessoas compravam bilhetes e embarcavam nos trens por aqui. Com o fim do transporte de passageiros, o espaço se tornou escritório de uma empresa de cimento, que tinha um depósito nesse galpão ao lado. Mas, já há uns sete ou oito anos, a empresa foi embora e o lugar ficou abandonado", relembra o homem.
Por causa da localização, centenas de pessoas circulam pelo local diariamente, correndo riscos. "Esse lugar vivia cheio de morador de rua. Pelo menos 25 pessoas já ocuparam ele", conta Caetano, mostrando que muito lixo foi deixado para trás. Roupas velhas, restos de comida e outros tipos de lixo. Até um carrinho de bebê foi abandonado. "Usuária de drogas, até uma mulher com o filho de colo frequentava este lugar. O carrinho devia ser dela", diz o caminhoneiro.
O espaço fica próximo ao colégio de ensino fundamental Médio Olavo Bilac. Segundo moradores dos bairros vizinhos, muitos alunos circulam próximo ao mocó. A noite ainda permite a venda e compra de drogas no local, afirmam eles.
O CRIME
O vai e vem no mocó foi interrompido na última sexta-feira. Após o mau cheiro insuportável tomar conta da região, a Polícia Militar foi acionada e encontrou o corpo de um homem, coberto por peças de roupas e outros objetos. Havia muito sangue no cenário do crime e marcas do ataque. A vítima teria aparentemente 50 anos de idade e passava as noites no interior do prédio antes de ser morta. O delegado de Cambé, Roberto Fernandes, instaurou um inquérito policial para investigar o caso. No entanto, até o início da semana, nenhum suspeito tinha sido preso. "Estamos colhendo informações sobre o crime, porém não temos sequer a identidade da vítima, que passava as noites no próprio local. O suspeito do homicídio seria um colega da vítima, que tinha ferimentos na região cabeça e pode ter sido morta a pauladas. O assassino ainda não foi identificado até o momento", explica o delegado. (P.M.)
O vai e vem no mocó foi interrompido na última sexta-feira. Após o mau cheiro insuportável tomar conta da região, a Polícia Militar foi acionada e encontrou o corpo de um homem, coberto por peças de roupas e outros objetos. Havia muito sangue no cenário do crime e marcas do ataque. A vítima teria aparentemente 50 anos de idade e passava as noites no interior do prédio antes de ser morta. O delegado de Cambé, Roberto Fernandes, instaurou um inquérito policial para investigar o caso. No entanto, até o início da semana, nenhum suspeito tinha sido preso. "Estamos colhendo informações sobre o crime, porém não temos sequer a identidade da vítima, que passava as noites no próprio local. O suspeito do homicídio seria um colega da vítima, que tinha ferimentos na região cabeça e pode ter sido morta a pauladas. O assassino ainda não foi identificado até o momento", explica o delegado. (P.M.)
E a fiscalização?
Para deixar a situação ainda mais complicada, o espaço é de propriedade do Governo Federal. De acordo com a assessoria de comunicação de Cambé, o município já tentou notificar o responsável, no entanto o ato teria sido derrubado. Segundo a assessoria, judicialmente o município não poderia fiscalizar a União. Junto à operação de limpeza e roçagem municipal, a Prefeitura busca manter a higiene do espaço, conforme o cronograma de atendimento das vias Belo Horizonte e Curitiba. (P.M.)
Para deixar a situação ainda mais complicada, o espaço é de propriedade do Governo Federal. De acordo com a assessoria de comunicação de Cambé, o município já tentou notificar o responsável, no entanto o ato teria sido derrubado. Segundo a assessoria, judicialmente o município não poderia fiscalizar a União. Junto à operação de limpeza e roçagem municipal, a Prefeitura busca manter a higiene do espaço, conforme o cronograma de atendimento das vias Belo Horizonte e Curitiba. (P.M.)