Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Asfalto só no sonho

Asfalto só no sonho - Dizem quem é rua, mas parece pista de rali

Walkiria Vieira
NOSSODIA
18 jul 2018 às 22:25

Compartilhar notícia

Walkiria Vieira
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade


Conhecer de perto o problema de quem reclama é uma oportunidade de se colocar no lugar do próximo. Essa é a esperança de quem vive há décadas na rua rua Gino Tamiozo, bairro Santa Luzia, nas proximidades do conjunto Novo Amparo, região norte de Londrina. A comunidade espera que as autoridades competentes visitem o local e avaliem os danos causados pela ausência de asfalto e façam as melhorias. "Somos abandonados". Em outras palavras, é o que cobra a dona de casa Silvia Regina Cordeiro, 46 anos. Há 25 mora no bairro e relata: "Esse trecho em que a gente está recebeu o asfalto na base de muita luta. Na verdade uma vida, até porque, precisou morrer uma criança para que colocassem asfalto. Hoje, a Mariane teria 19 anos", recorda. "Precisamos até fazer abaixo-assinado depois que ela morreu", acrescenta. A dona de casa Rita de Cássia Laureano, 31 anos, expõe seu drama: "Esse pedaço está triste. Sofremos o ano todo pelo excesso de pó, a maioria tem problema respiratório, a casa não para limpa e quando as crianças vão para a escola dá dó." Rita de Cássia explica que tem cinco filhos, todos em idade escolar e a travessia é uma aventura. "Damos sorte que nos dias de chuva tem carona, porque não daria conta andando". São cerca de 600 metros a receber asfalto e a população afirma que é um reivindicação antiga.
Para os moradores, o problema se soma a uma série de dificuldades ligadas à infraestrutura. "A iluminação é precária", explica Valter Junior. "Político só aparece em época de campanha. As galerias pluviais estão todas entupidas e o máximo que recebemos é uma roçagem de vez em quando. Por causa dos buracos, o ônibus vive quebrando, assim como as motos", diz Junior. O capim tingido de vermelho fica às margens da travessia de quem vai para escola ou volta do trabalho. "Uber não vem, farmácia só até as 6h da tarde e mototáxi só aceita a corrida se for via jardim Tropical. Carrinho de feira não aguenta a viagem", enumera a moradora Silvia Cordeiro. Da maneira que podem, moradores tentam melhorar o caminho com restos de material de construção usados como tapa-buraco.

Cadastre-se em nossa newsletter

Resposta
A reportagem procurou por dois dias seguidos a Secretaria de Obras. Em atendimento à reportagem do NOSSODIA, o diretor de Serviços Urbanos e Pavimentação da pasta, Haroldo Haruo Takaso, informou que não tem como responder sobre o assunto e que vai se inteirar para então dizer o que pode ser feito. (W.V.)

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade
LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas