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APÓS DENÚNCIA DO NOSSODIA - Defesa Civil isola área em volta de cratera no Santa Rita

Paulo Monteiro
NOSSODIA
07 jul 2016 às 09:53

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Paulo Monteiro
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Para o desespero (ou não) do aposentado Eurico Domingues, 72 anos, a Defesa Civil isolou a área próxima à cratera na região da nascente do ribeirão Quati, no fundo de vale da rua Ébano, Jardim Santa Rita, na zona oeste de Londrina. Situação que preocupa o idoso, que teme perder o único acesso ao imóvel. O buraco nasceu há quase 10 anos, devido ao rompimento de galerias pluviais e fortes chuvas. Por causa da erosão, segundo cálculo da Secretaria Municipal de Obras, a cratera possui atualmente 30 metros de largura, com mais de 10 de profundidade. O caso foi denunciado pelo NOSSODIA há alguns dias.
"Isolaram parte do terreno. Como a cada chuva a cratera aumenta, daqui a pouco vou ficar preso dentro de casa", alerta Eurico. "Como vou sair com meu carro? Até agora ninguém veio falar comigo, não me informaram se vão abrir um caminho para eu entrar e sair de casa. Por enquanto, vou continuar usando o espaço para ir e vir", destaca ele, que passa perigosamente com seu carro em uma "travessa", com pouco mais de cinco metros de largura. "Esse buraco começou há oito anos e nunca se preocuparam em acabar com ele. É mais fácil dificultar nossa vida do que encontrar uma melhoria", desabafa o aposentado, que mora em frente ao buraco com o filho e o neto.
Por causa da forte vazão das galerias, caixas de contensão não suportaram a pressão da água e se romperam. Os restos de concreto se acumulam no fundo da cratera. A terra começou a umedecer e passou a deslizar e deixar outras tubulações evidentes. Realidade que desespera também o serralheiro Ademir Matias. Ele vive a poucos metros de uma caixa de contensão que ainda não se rompeu. "Infelizmente, não vejo uma solução rápida para esse problema. A Prefeitura terá muito trabalho para resolver isso aí, pois terá de fazer uma base muito forte para impedir mais deslizamentos de terra. Espero que a solução chegue antes de uma tragédia", avalia o serralheiro.

‘A qualquer momento as margens podem ceder’
Há aproximadamente duas semanas, uma articulação, formada pela Defesa Civil, Sanepar, Ministério Público, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), além de órgãos ligados ao meio ambiente, e o vereador Vilson Bittencourt, avalia a gravidade do problema. Na última semana, uma nova reunião na Câmara de Vereadores decidiu pelo isolamento em volta da depressão e definiu medidas emergenciais.
A articulação também busca uma saída para o caso do senhor Eurico, além de providenciar uma trilha na mata para levantamento da área pelos especialistas. O engenheiro civil Eduardo Ilnicki, da diretoria de Loteamentos da Secretaria de Obras, segundo divulgação da Câmara de Vereadores, alertou no último encontro que o solo pode sucumbir a qualquer momento. "A qualquer momento as margens podem ceder, aumentando ainda mais a área tomada pela erosão. Em caso de chuva os riscos serão potencializados", alertou o engenheiro civil Eduardo Ilnicki, da Diretoria de Loteamentos da Secretaria de Obras. Ilnicki ressalta que o trabalho deverá ser complexo por causa da presença de redes de esgoto. Um estudo técnico prevê a recuperação das galerias, o aterramento da cratera e mapeamento da área para evitar a contaminação do ribeirão. (P.M.)


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