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APÓS ATROPELAMENTO DE CRIANÇA - Comunidade escolar cobra segurança no trânsito

Paulo Monteiro
NOSSODIA
19 set 2016 às 13:58

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Professores e moradores do Jardim Piza, na zona sul de Londrina, cobram por mais sinalização e segurança em frente ao colégio estadual professor Paulo Freire, na rua Veneza. No local, uma aluna de 12 anos já foi atropelada por um carro. Além de pedestres, a via possui grande movimentação de veículos. Apenas uma lombada (baixinha e desgastada) é responsável por reduzir a velocidade dos condutores, porém não é respeitada na maioria das vezes.
Trabalhando em frente ao colégio, o segurança João Mendes assistiu o atropelamento da criança no início da tarde de terça-feira (13). Segundo ele, a vítima de 12 anos desceu do coletivo e foi atingida em seguida. "Foram vários erros. A criança desceu e atravessou por de atrás do ônibus, sem olhar para os lados e correndo. A motorista do carro também dirigia falando ao telefone. Ela não conseguiu ver e atingiu a menina", relembrou ele. "O atropelamento aconteceu no início da tarde, logo na entrada da turma do período da tarde. A menina sofreu escoriações em várias partes do corpo e precisou ser atendida pelo Siate. Mas foi só um susto, sem ferimentos graves."
Em frente ao centro de ensino há uma lombada e uma faixa de pedestres, que não são respeitadas. Os veículos passam em alta velocidade. Situação presenciada pela reportagem. "Não são todos os motoristas que reduzem a velocidade. A única lombada é baixa e, alguns condutores, principalmente os motociclistas, não se preocupam em parar ou reduzir a velocidade", destacou Mendes.
Diretora do Professor Paulo Freire, Maria Conceição Matos explica que o acesso dos alunos ao colégio é perigoso. "Pela situação desta rua, que tem um tráfego intenso de veículos e dezenas de alunos indo e vindo, além dos próprios moradores do bairro, a quantidade de acidentes até que é pequena. Os horários mais perigosos são os de entrada e de saída das aulas", explicou Maria Conceição.

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Diretora pode trocar portão de lugar
Com o objetivo de preservar a integridade física dos alunos, a diretora Maria Conceição Matos ressalta que fez pedidos para a administração municipal, cobrando por reforços na segurança da rua Veneza. "Já solicitamos para a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) algumas melhorias na sinalização. Porém ainda não fomos atendidos", ressaltou. "Gostaríamos de mais redutores de velocidade, pelo menos de uma faixa elevada para pedestres. Ela obrigaria o motorista a circular mais devagar", destacou ela. A diretora também pretende tomar outra providência. "Caso não seja novamente atendida, estou avaliando a possibilidade de mudar o portão do colégio para a praça aqui do lado. Nós, professores, buscamos conscientizar os alunos em sala de aula sobre os riscos do trânsito, com objetivo de evitar mais acidentes", concluiu Maria Conceição. (P.M.)

RESPOSTAS
O NOSSODIA encaminhou a situação para o setor de comunicação da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que, após ouvir a diretoria de trânsito, respondeu que uma equipe seria encaminhada até a rua Veneza para avaliar a sinalização em frente ao colégio, nesta segunda-feira (19). O setor de comunicação da CMTU informou que, se necessário, melhorias deverão ser realizadas no local nos próximos dias.
Sobre possíveis reforços na segurança da rua Veneza, a reportagem também encaminhou o fato para o (Ippul) Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina. O Ippul divulgou que no ano de 2004 um projeto estabeleceu a completa implantação de sinalização em volta do referido colégio, conforme as exigências do Código Brasileiro de Trânsito: instalação de placas, inclusive alertando sobre a área escolar, pintura de faixas de pedestres e divisão de pistas, entre outras. Em relação aos novos pedidos da comunidade, o Ippul ressaltou que a alteração do projeto (de 2004) prevê o registro formal de um protocolo, que pode ser aberto no Instituto por qualquer pessoa. (P.M.)

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