Os veículos que apodrecem estacionados nas vias estão com os dias contados. Tramita na Câmara Municipal de Londrina um projeto que pretende acabar com o problema, que se repete por todas as regiões. O vereador Felipe Prochet (PSD), após conversas com representantes do setor de trânsito da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), propõe que a apreensão dos "latas velhas" abandonados seja regulamentada no município. A sugestão, caso aprovada no Poder Legislativo, modifica um dos artigos do Código de Posturas.
Segundo o texto, serão recolhidos os automóveis que estiverem há mais de um mês no mesmo endereço. Aqueles que apresentarem pior estado de conservação deverão ser removidos, conforme a nova legislação em debate, em até 10 dias. A CMTU terá autonomia para notificar o proprietário do veículo pelos Correios, após publicação em Jornal Oficial e imprensa local. Se a cobrança não surtir efeito em até dois meses, a companhia poderá leiloar o bem. Os valores arrecadados serão destinados exclusivamente à renovação da frota da diretoria de trânsito do órgão municipal.
Prochet avalia que "em quase todo lugar da cidade é possível encontrar carro abandonado. Um inclusive está jogado há vários anos no Jardim Tokio (zona oeste). Isso prejudica o entorno da via, principalmente quem mora ali. Essa regulamentação também auxilia o trabalho da polícia", acredita. A proposta do membro da Câmara Municipal ainda será analisada pela Comissão de Justiça da Casa e passará por comissões temáticas. (Rafael Machado/Grupo Folha e Paulo Monteiro/NOSSODIA)

VELHOS E FURIOSOS
Situação que causa insegurança em quem trafega e vive na estreita rua Wenceslau Braz, Jardim Hedy, zona oeste. "Esse caminhão está parado há mais de dois anos", diz o serralheiro Luiz Carlos Santana sobre o antigo Mercedes-Benz estacionado ao lado da sua casa. "Além de estreita, a nossa rua ainda possui uma curva acentuada. Para não bater no caminhão, o motorista é obrigado a invadir a se arriscar na pista contrária", avalia. "Há alguns meses, nesta rua, um motorista invadiu a contramão e acabou batendo na lateral da minha caminhoneta. Olha o estrago", mostra o serralheiro.
Já na zona norte, aos fundos do Jardim Ana Terra, a rua São José quase ganha de "goleada" quando o assunto é carro sem rodas. Há pelo menos dois Gols (Volkswagen) sem as rodas e empoeirados. (R.M/P.M.)
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Caravan é a mais desprezada
Muito cobiçada nas décadas de 1970, 80 e 90, devido ao conforto e potência, a Chevrolet Caravan já não é tão respeitada nos dias de hoje. Pelo menos por alguns donos. Durante um breve giro pela cidade, a reportagem encontrou duas com características de abandono. Na rua Osvaldo Alves Filho, Jardim Alto do Cafezal, zona sul, a "máquina", de cor bege, estava suja e jogada ao chão sem as rodas.
A outra Caravan, tricolor (branca de massa, vermelha e cinza), permanece encostada na rua Amor Perfeito, Jardim Sérgio Antônio, região leste, sem faróis, lanternas, vidros. Segundo o aposentado José Antônio Beraldo, apesar da precariedade, o veículo parado ainda não teria causado uma colisão. "Olha, faz anos que está aí, mas essa rua é bem larga e dificilmente alguém vai bater neste carro. Isso só vai acontecer se o motorista estiver muito bêbado e não conseguir enxergar", brinca. (R.M/P.M.)