De acordo com a antropóloga da Prefeitura de Londrina, Marlene de Oliveira, as famílias indígenas têm o direito de ir e vir, como qualquer outra pessoa. "Possuem o direito de transitar, perambular e vender artesanato pela cidade. Só não é recomendado por nós, que permaneçam em locais que poderão trazer riscos a si mesmos. Os indígenas não poderão ser invisíveis para a sociedade. Este é um movimento que não começou agora, e, portanto, não se apagará. Reconhecer a alteridade, o outro, sem preconceito, sem discriminação é extremamente importante nesse processo. A melhor forma de ajudá-los quando estão na situação vulnerável, será o contato com as instituições e/ou programas, que desenvolvem ações nesse sentido, comunicando a situação. Donativos e outros bens de consumo e/ou outros, recomenda-se que sejam entregues em espaços dos abrigos provisórios, para os indígenas (Casa de passagem), ou na própria terra indígena". (W.V.)