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Ano tá terminando e livro não chegou

20 out 2014 às 09:33
A pouco mais de um mês para o término do ano letivo, ainda há alunos de escolas estaduais sem livros didáticos em Londrina. Indignado com a situação, o aposentado José Lucinger diz que o filho de 15 anos, estudante do nono ano do Colégio Estadual Newton Guimarães, provavelmente vai reprovar a série pela falta do material. Ele tenta reunir outros pais para denunciar o caso ao Ministério Público (MP), já que não teria obtido retorno satisfatório do Núcleo Regional de Ensino (NRE) de Londrina.
Segundo Lucinger, o filho não tem livro de nenhuma disciplina. "Os professores dão trabalho para casa, passam o conteúdo no quadro. Algumas vezes, eles estudam em conjunto com o mesmo material, mas somente em sala de aula. Tanto ele como outros adolescentes não têm estímulo nenhum. Sem contar que está sendo violado um direito deles", criticou. Ainda conforme o aposentado, o problema maior é que "ninguém se responsabiliza".
A diretora Sueli Braga disse ter solicitado os livros "de todas as formas possíveis ao Núcleo, mas a resposta é sempre que não tem livro disponível, que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é o responsável". A saída foi emprestar ou trocar exemplares com outras escolas. "Não posso dizer que o rendimento dos alunos caiu, porém, o livro é uma ferramenta a mais de trabalho", concluiu.
Outra escola que continua com a falta de livros é o Instituto de Educação Estadual de Londrina (Ieel). De acordo com a diretora-geral Rosicler Bueno, há falta de material na escola em todas as séries, mas o problema se deve ao fato da abertura de novas turmas que não estavam previstas no censo que foi encaminhado para o envio de livros.
Em julho deste ano, ao final do primeiro semestre do ano letivo, o Núcleo de Educação informou que 31 escolas de Londrina e região ainda estavam com falta de livros. Contabilizadas as turmas de oitavo e nono anos, o deficit de livros chegava a mais de 6 mil exemplares e afetava cerca de mil estudantes. O número atual não foi repassado. (Marian Trigueiros/Folha de Londrina)

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