A diarista Silvana da Silva Cunha, 40 anos, sofre o drama em dobro porque há um ano tenta a vaga para a neta. "Minha filha e meu genro pagam aluguel, água, luz e ela não pode ficar sem trabalhar de jeito nenhum". O coração de mãe se parte ao falar só sofrimento da filha, mas encontra forças para lutar. "Minha filha é balconista de padaria, meu genro é pintor e como a renda dele não é fixa, ela precisa garantir o emprego", acrescenta. De acordo com Silvana, logo que a neta nasceu, a creche informou que não havia vaga e outras 200 crianças estavam na frente. Diante da negativa na creche localizada no Centro de Londrina, Silvana tomou as dores da filha, e buscou seus direitos. "Eu queria o encaixe, então fui ao Conselho Tutelar e à Secretaria de Educação, mas fui informada que outras crianças têm prioridade, como filhos de pessoas que estão presas ou em outras situações delicadas. Não sei o que acontece. Na época da minha filha, não passei por isso quando ela era pequena. Os políticos prometem, mas não investem em Educação e agora chegamos nesse ponto", lamenta. (W.V.)