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Amizade e respeito pelo bem das filhas

19 ago 2018 às 20:40

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A nutricionista Mariana Buriola e o empresário Alexandre Dias de Oliveira se separaram quando as filhas Maria Clara, 16, e Ana Laura, 13, ainda eram pequenas. A separação foi consensual, o que não significa que os conflitos fossem inexistentes. Pelo bem das meninas, porém, eles superaram desavenças e conseguiram estabelecer uma relação harmoniosa como pais.
Como Oliveira viaja durante a semana, desde a separação ficou acordado que ele ficaria com as filhas durante os fins de semana. "Foi organizado dessa forma por causa da rotina de viagens. Mas também ficou estabelecido que ele teria livre visitação. Quando não está viajando, pode ficar com as meninas, buscar na escola e levar para viajar. Isso ficou bem estabelecido entre nós dois", conta Buriola.
A mãe relata que sempre achou importante as filhas conviverem com o pai. "Sou filha de pais separados e sei o que significa a falta do pai na vida de uma menina. A figura paterna é o exemplo que elas têm do que é um bom homem, como um homem deve respeitar uma mulher. Isso vem do pai, por isso sempre fiz questão que o Alexandre participasse e estivesse presente", conta.
Oliveira, por sua vez, era um pai presente enquanto ainda estava casado e não quis abrir mão deste papel. "Separamos as casas, mas o relacionamento com as meninas continuou igual" diz, destacando que ambos conseguiram estabelecer um relacionamento pautado pelo respeito em nome do amor pelas filhas. "Nós dois sempre fizemos questão de estar perto das meninas e decidimos nos unir pelo bem delas. É importante que pai e mãe estejam presentes na vida das filhas", pontuou.
Ele conta que os dois seguiram a vida e conseguiram retomar uma relação de amizade justamente porque priorizam o bem estar de Ana Laura e Maria Clara. "Percebo que muitos casais se separam e ficam intolerantes, falta respeito e também amor. A mãe das minhas filhas foi a fonte da vida das pessoas mais preciosas para mim. Como não respeitá-la?", questiona.
Buriola ensina que o entendimento entre pais separados exige amadurecimento e aprendizado, inclusive com os próprios erros. "Com o tempo, percebemos o quanto era importante falarmos a mesma língua para o desenvolvimento das duas, não só como pessoas, mas também em áreas como a escola. Fomos aprendendo a conversar antes de decidir e acabou dando certo", diz. (C.A.)
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