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Amadurecimento na marra - quer ser um líder no trabalho? Acelere!

06 abr 2015 às 08:34
No universo corporativo atual, enxergar uma oportunidade é uma habilidade indispensável, assim como estar aberto a novos desafios e saber se relacionar no ambiente de trabalho. Essas são algumas características que se destacam naqueles que ocupam hoje uma posição chave na empresa ou um cargo de liderança.
Porém, com o desenvolvimento rápido dos mercados é possível preparar jovens profissionais para tal competência, em um período relativamente curto? Para João Roncati, diretor da People+Strategy, uma empresa de consultoria em São Paulo, a resposta é positiva.
Para isso, é preciso oferecer suporte e ferramenta que os impulsione a se desenvolverem. Hoje, muitas empresas já investem em aceleração profissional, ou seja, um processo de formação com treinamentos e consultorias para que o profissional possa vivenciar algumas situações que em um curso normal, demoraria a acontecer.
"Nós que somos especialistas em formação e lideranças sabemos que os cursos dão ferramentas e sensibilizam o profissional, mas em um curso regular, eu não acelero maturidade. É nesse sentido que esse tipo de programa se destaca. Muitas vezes, a empresa não pode esperar o tempo para maturidade profissional de determinado colaborador", afirma.
Além dos objetivos, o programa de aceleração possui um processo diferenciado, onde a dedicação é indispensável e a vivência é a base do aprendizado. O profissional será exposto a situações no dia a dia e estará sujeito à velocidade da rotina e a aleatoriedade dos acontecimentos.
"Por exemplo, um jovem promovido à liderança não tem experiência em algumas situações de difícil decisão, de conflito. Dentro da aceleração, ele será preparado por consultores e líderes seniores. Vamos expor esse tipo de coordenada para que ele reaja e seja observado", explica.
Ainda de acordo com Roncati, os programas podem ser de caráter técnico ou de liderança. Para cada situação, a estrutura deverá ser específica e focada. No caso da técnica, a participação de profissionais de referência da própria empresa é importante porque ajudará a reduzir a distância entre o conhecimento organizado e a prática.
Além disso, é preciso somar temas comportamentais, como inter-relacionamento pessoal, comunicação e expressão. Já quando se trata de liderança, o foco está principalmente nos desafios de coordenação de equipes e a participação de profissionais experientes podem desempenhar funções de mentoring e coaching.
Em relação ao tempo de aceleração, Roncati afirma que um programa de seis meses pode fornecer situações que os profissionais só vivenciariam por exemplo, acima de dois anos de trabalho.

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