O tempo passa, mas alguns problemas no cemitério Jardim da Saudade não são "sepultados". Para piorar o triste quadro, novos aparecem diariamente. Localizado na zona norte, ele é considerado o maior terreno destinado à sepulturas da região de Londrina. Além do tamanho, é provavelmente o que mais exige manutenção da Acesf (Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina). No início do ano, o NOSSODIA havia registrado túmulos destruídos, caixões e, aparentemente, restos mortais expostos. Ao retornar ao local, já no mês de dezembro, a reportagem se deparou com cenário parecido. Com um novo detalhe: o muro está prestes a cair sobre a calçada da avenida Alexandre Santoro (das Torres).
O pior cenário fica no setor das sepulturas conjugadas. Lá estão os mais econômicos sepulcros oferecidos pela Acesf à população, onde é realizado o maior número de sepultamentos em Londrina. São paredões, sem qualquer acabamento, onde a terra predomina. A aparência é precária, não há gramado ou qualquer calçamento.
Muitos dos túmulos, que ficam ao lado de uma via, estão quebrados e sujos, há pedaços de faixas de funeral, vasos despedaçados, flores artificiais espalhadas e entulho. Alguns caixões ficam expostos aos efeitos do sol e da chuva. A impressão é que os vândalos visitam o terreno com frequência.
Há lugares que estão abertos por causa de exumações. Atendendo a pedidos de familiares, a Acesf realiza a remoção dos restos mortais, que são sepultados ou cremados em outros locais. Este tipo de sepultura é cedida por concessão, que duraria três anos. Caso o familiar o ignore, os restos mortais podem ser destinados ao ossuário municipal. Pelo menos uma vez por ano a Acesf divulga a lista com nomes que ocupam sepulturas conjugadas há mais de três anos e que podem ser removidos.
O pior cenário fica no setor das sepulturas conjugadas. Lá estão os mais econômicos sepulcros oferecidos pela Acesf à população, onde é realizado o maior número de sepultamentos em Londrina. São paredões, sem qualquer acabamento, onde a terra predomina. A aparência é precária, não há gramado ou qualquer calçamento.
Muitos dos túmulos, que ficam ao lado de uma via, estão quebrados e sujos, há pedaços de faixas de funeral, vasos despedaçados, flores artificiais espalhadas e entulho. Alguns caixões ficam expostos aos efeitos do sol e da chuva. A impressão é que os vândalos visitam o terreno com frequência.
Há lugares que estão abertos por causa de exumações. Atendendo a pedidos de familiares, a Acesf realiza a remoção dos restos mortais, que são sepultados ou cremados em outros locais. Este tipo de sepultura é cedida por concessão, que duraria três anos. Caso o familiar o ignore, os restos mortais podem ser destinados ao ossuário municipal. Pelo menos uma vez por ano a Acesf divulga a lista com nomes que ocupam sepulturas conjugadas há mais de três anos e que podem ser removidos.
Saudade com ‘cara nova’ em 2017
O superintendente da Acesf, Ademir Gervásio, explicou que o Jardim da Saudade passa por reformas. O objetivo é melhorar a drenagem e a pavimentação do espaço. "Para melhorar a vazão da água, foi feita uma valeta no fundo do cemitério, que acabou comprometendo o muro. O reparo na estrutura será realizado pela empresa responsável, que é terceirizada. Toda a obra deve ser finalizada no início de 2017", observou ele. Gervásio comentou ainda sobre as sepulturas danificadas. "Já foi feito o levantamento dessas sepulturas. Muitas foram abandonadas pelos familiares responsáveis e outras danificadas por vândalos. Algumas famílias serão notificadas. Sepulturas em ruínas também devem passar por fiscalização e manutenção", adiantou o superintendente. "Começamos a receber a verba da ‘Taxa de Manutenção dos cemitérios municipais’ no fim de 2014. É direcionado ao Jardim da Saudade a maior parte deste recurso e pretendemos realizar no terreno outras melhorias. Pedimos também apoio ao secretário de segurança de Londrina, para que a Guarda Municipal fortaleça a segurança do cemitério", concluiu Gervásio. (P.M.)
O superintendente da Acesf, Ademir Gervásio, explicou que o Jardim da Saudade passa por reformas. O objetivo é melhorar a drenagem e a pavimentação do espaço. "Para melhorar a vazão da água, foi feita uma valeta no fundo do cemitério, que acabou comprometendo o muro. O reparo na estrutura será realizado pela empresa responsável, que é terceirizada. Toda a obra deve ser finalizada no início de 2017", observou ele. Gervásio comentou ainda sobre as sepulturas danificadas. "Já foi feito o levantamento dessas sepulturas. Muitas foram abandonadas pelos familiares responsáveis e outras danificadas por vândalos. Algumas famílias serão notificadas. Sepulturas em ruínas também devem passar por fiscalização e manutenção", adiantou o superintendente. "Começamos a receber a verba da ‘Taxa de Manutenção dos cemitérios municipais’ no fim de 2014. É direcionado ao Jardim da Saudade a maior parte deste recurso e pretendemos realizar no terreno outras melhorias. Pedimos também apoio ao secretário de segurança de Londrina, para que a Guarda Municipal fortaleça a segurança do cemitério", concluiu Gervásio. (P.M.)