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alta velocidade + desatenção + sinalização ruim - Mureta divide pistas e destrói veículos em Londrina

30 jun 2016 às 10:12


Uma mureta de concreto é alvo de diversas críticas no Jardim Nova Olinda, na zona norte de Londrina. Usada para dividir as pistas na avenida Tanganica, além de parapeito em um viaduto, a estrutura ganhou destaque após "causar" inúmeros acidentes. Segundo os moradores do bairro, o muro baixo está instalado em um local escuro, sem sinalização, que confunde e até passa despercebido.
A última grave colisão foi registrada na noite de 21 de junho, quando o condutor de uma BMW bateu contra o muro e capotou. O carro ficou destruído com o forte impacto. Por sorte, apesar da violência, ele não se feriu gravemente. No início desta semana ainda havia pedaços do veículo espalhados pela via.
A dona de casa Natália Patrocínio mora em frente ao ponto e já presenciou inúmeras colisões. Desde que a mureta foi instalada na avenida, junto ao viaduto (inaugurado no início de 2014), passou a ser atingida pelos condutores. "Já vi muitos acidentes. Muitos mesmo, principalmente durante a noite. Este lugar é escuro. Com isso, os motoristas acabam se chocando com a mureta, principalmente os que não conhecem a região", conta a mulher.
"Tenho um filho pequeno e evito ficar com ele na calçada. Não sabemos quando um veículo irá se chocar com esta mureta novamente", comenta ela, dizendo que os sustos são frequentes. "Por mais acidentes que já presenciei aqui, continuo me assustando. Geralmente eles acontecem quando estou dormindo ou assistindo televisão. Escuto a batida e saio de casa para ver quem é que bateu. Em seguida, ligo para o Siate pedindo por socorro", comenta Natália.
Vale ressaltar que a um metro da mureta existe uma faixa de pedestres que, na maioria das vezes, é ignorada pelos motoristas.

IPPUL
A diretoria de trânsito do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) adiantou que serão instalados balizadores e taxas refletivas na via. O objetivo é orientar os condutores sobre o rumo a ser tomado ao longo da extensão, além de alertá-los a respeito da presença da mureta.
O Instituto divulgou ainda que há um projeto em andamento para modificar a largura da avenida Tanganica, com o emprego de baias e faixas de estreitamento. A ideia é estimular o condutor a diminuir a velocidade sem um restritor físico. O Ippul estuda a construção de uma ciclovia ao lado da avenida em um espaço sem calçamento. A execução deve ser realizada pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) (P.M.)

‘MATOU UM MOTOCICLISTA!’
O aposentado Benedito Costa Freitas é outro que já viu diversas pessoas feridas no local. Ele também possui moradia na Avenida Tanganica e relata que um motociclista perdeu a vida após se chocar contra a mureta. "Ela já matou um motociclista. Foi no início deste ano ou no fim do ano passado, se não me engano. O motoqueiro trafegava pela Tanganica e bateu violentamente contra a mureta de concreto. A moto dele ficou presa na mureta e seu corpo foi arremessado para longe. Foi chocante", relata. "Além disso, um ônibus com trabalhadores subiu nessa mureta e por muito pouco uma tragédia não aconteceu", relembra Freitas. Segundo ele, no local havia uma placa, responsável por sinalizar o obstáculo, porém foi arrancada numa colisão.
Freitas destaca a necessidade de redutores de velocidade na via. "Não acho que apenas placas de sinalização vão diminuir a quantidade de acidentes, pois muitos motoristas correm bastante nesta avenida e não respeitam o limite de velocidade. Para que diminuam de verdade a velocidade, seria melhor a instalação de quebra-molas, além de sinais luminosos alertando a mureta", avalia o aposentado. (P.M.)


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