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ALERTA - Câncer melanoma: incomum e agressivo

03 jun 2018 às 17:08

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Tipo mais grave de câncer de pele, o melanoma deverá acometer mais de 6.000 brasileiros entre 2018 e 2019, estima o Inca (Instituto Nacional do Câncer). Ele representa 3% dos cânceres malignos de pele, sendo que por ano são diagnosticados pelo menos 200 mil novos casos da doença em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. "Ele nasce na pele e acontece porque as células que produzem a melanina começam a se reproduzir quando há um erro e na região que isso ocorre se forma o câncer", explica Elimar Gomes, dermatologista especialista em melanoma.
O médico esclarece que o câncer melanoma tem a característica de começar na pele parecido com uma pinta. "Se não cuidar, ele vai aprofundando e atinge outros órgãos, como pulmão, cérebro, além de axila e virilha", alerta. Existem quatro tipos principais de melanoma. Todos têm ligação com a exposição excessiva à radiação ultravioleta do sol, queimando a pele. Combinação de fatores ambientais e genéticos também interferem.
Pintas que mudam de formato e sangram são alguns dos sinais do tumor. "É a regra ‘ABCDE’. Assimetria, se um lado é diferente do outro; bordas, que são irregulares; cores, quanto mais cores diferentes a pinta maior a chance de ter melanoma; diâmetro, deve começar a suspeitar quando a pinta tem mais de 0,5 centímetro; e evolução, quando começa a mudar de repente", elenca o especialista. "A pessoa precisa se autoexaminar e olhar para a pinta analisando estes cinco critérios", indica Gomes, que é membro do Comitê Científico do Instituto Melanoma Brasil e colaborador da Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Pesquisa realizada pela indústria farmacêutica americana Bristol-Myers Squibb mostrou que 78% dos entrevistados no Brasil desconhecem o que é o melanoma. Dos dois mil entrevistados em 152 municípios do País, 89% afirmaram nunca terem falado com o médico sobre a doença. Na região Sul, o risco de incidência da doença é de 5,71 homens a cada 100 mil habitantes, e 4,74 mulheres. Cerca de 20% atribuem o desenvolvimento da melanoma as diferentes etnias. "Quanto mais pintas pelo corpo, maior risco de desenvolver. Quanto mais clara a pele também, pois tem mais risco de queimadura solar. Porém, negros e asiáticos podem ser diagnosticados. Não tem ver com etnia", adverte. (Pedro Marconi/Grupo Folha)

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PREVENÇÃO
Os especialistas ressaltam que o câncer melanoma pode ser prevenido, principalmente evitando a exposição exagerada ao sol e usando protetor constantemente. "Quanto mais precoce o melanoma for diagnosticado, menor o risco de disseminação para os gânglios linfáticos e outros órgãos, aumentando as chances de cura desta doença potencialmente fatal", aconselha o médico do Hospital do Câncer de Londrina. "Se a pessoa se enquadrou no sinais ela deve procurar um dermatologista, que faz o exame a olho nu, depois lente e se a dúvida persistir a biópsia. A partir daí é que se decide o tratamento", observa Elimar Gomes, do Comitê Científico do Instituto Melanoma Brasil. (P.M.)

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