Reivindicação antiga do Londrina Esporte Clube, o trabalho de substituição do gramado do estádio do Café começou no último dia 12. Após a retirada dos primeiros metros quadrados, os funcionários se depararam com objetos pontiagudos e que não deveriam estar misturados ao gramado: pinos, barras de metal e dezenas de pregos. Objetos que poderiam servir de armadilhas para os jogadores que defenderam o LEC nos últimos anos.
"O que mais me impressionou essa ‘ponteira’, com aproximadamente 50 centímetros de comprimento", mostra o funcionário, que pede para não ser identificado. "O mais estranho é que estava fincado na grama e com a ponta para cima", comenta ele, que deixou a peça separada próximo a um dos gols do estádio. "Mas não foi só uma barra de metal que encontramos. Foram várias", admite o trabalhador. "Além disso, foram retirados do terreno mais de 50 pregos. Fico curioso de como tudo isso veio parar aqui e como ninguém se machucou gravemente. Imagine o risco?", questiona ele.
Contratada por meio de pregão presencial, a empresa Grasstecno Gramados Paisagismo e Serviços LTDA, de Colombo (Região Metropolitana de Curitiba), pretende concluir o serviço em 90 dias. Os custos estão orçados em R$ 414 mil. Além da troca do gramado e do entorno, totalizando 11 mil metros quadrados, haverá a remoção de toda a vegetação e de 15 centímetros do solo, a preparação da terra, terraplanagem, nivelamento do campo e o plantio da nova grama.
Apesar do esforço, pode ser que o gramado não fique pronto até o início do Campeonato Paranaense de 2016, previsto para o fim de janeiro. O Londrina estuda a possibilidade de jogar as primeiras partidas no estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD).
Equipe que trabalha na troca do gramado também encontrou dezenas de pregos enferrujados e de diversos tamanhos
Argeu Siqueira é proprietário da empresa de terraplanagem e foi contratado pela Grasstecno para retirar o gramado antigo e preparar o terreno para a chegada da nova grama. "É um trabalho delicado. Estamos usando tratores para retirar a grama e precisamos tomar muito cuidado com os drenos e o sistema de irrigação, pois são antigos", explica Siqueira, que se diz surpreso com a situação ruim que encontrou no Café. "Grande parte do gramado está tomado por pragas, ervas daninhas. Principalmente pela tiririca, que é muito difícil de ser arrancada", diz ele.
Siqueira detalha que, além dos tratores, diversos veículos pesados estão sendo usados no serviço. "Serão retirados 130 caminhões de grama e 100 de terra. Ainda depositaremos aqui 40 carretas de areia, que estão sendo trazidas do Rio Tibagi. A areia vai servir para irrigar a nova grama. Na sequência, um trator nivelador, equipado com GPS (Sistema de Posicionamento Global), irá acertar o solo. Tudo isso para a empresa especializada realizar o plantio da nova grama", detalha ele, receoso de que a chuva atrase o processo. "A previsão é que terminaríamos o trabalho em sete dias. Será difícil finalizar tudo por causa das chuvas em Londrina, mas vamos nos esforçar. Não é recomendado fazer a retirada da grama durante as chuvas", acrescenta Siqueira. (P.M/NOSSODIA)