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Ah, vá! Gaeco vistoria postos

15 out 2015 às 09:10
Quatro postos de combustíveis foram fiscalizados na quarta-feira em Londrina, em operação que vai até esta quinta e é coordenada pelo Ministério Público Estadual (MP) em busca de irregularidades como adulteração de produtos ou bombas, sonegação fiscal e falta de licenças. O grupo ainda recolhe informações para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga suspeita de formação de cartel e crime contra o consumidor no setor.
Participam ainda representantes da Agência Nacional do Petróleo (ANP), da Receita Estadual, do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem) e da Associação Brasileira de Combate à Fraude de Combustíveis (ABCFC). O promotor de Defesa do Consumidor de Londrina, Miguel Sogaiar, afirmou que o objetivo é fiscalizar o maior número de postos possível no período. "Não queremos apenas verificar a qualidade do combustíveis, mas também a sonegação fiscal e a falta de comprovação de origem dos produtos."
O maior número de irregularidades era justamente a falta de comprovação de origem dos produtos, que é quando os estabelecimentos apresentam maior número de litros de combustíveis do que descrito em notas de compra. Nesses casos, há suspeita de sonegação fiscal pela não declaração de produtos vendidos, o que tende a gerar multas aplicadas pela Receita Estadual.
Os agentes, porém, não divulgaram balanço sobre autuações, o que deve ser feito apenas após o fim da operação. O presidente da ABCFC, Fabrizzio Machado da Silva, afirmou que a operação é feita ao menos em um dos principais municípios do Estado, todos os meses. "O problema mais comum é mesmo a sonegação fiscal", diz o dirigente da entidade, que presta apoio técnico à operação.
Para o empresário Junior Rodrigues, proprietário de um dos postos fiscalizados, a fiscalização também é útil ao setor. "Serve para mostrar que existem vários postos que não vendem produtos de acordo e para o cliente saber onde comprar", citou.

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