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Água dos Periquitos no ‘bico do corvo’

23 out 2014 às 08:16

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"A gente mudou pra cá atrás de sossego e só encontrou pesadelo", afirmou a dona de casa Sandra Regina Frois, moradora da Água dos Periquitos, no extremo Leste de Londrina. A falta de estrutura é motivo de reclamação frequente de parte das 25 famílias que vivem na região. O que eles mais criticam é a situação precária da estrada rural. Com cerca de cinco quilômetros de extensão, a via é o único acesso para as crianças irem e voltarem da escola.
"Apenas uma Kombi da Prefeitura é usada para fazer o transporte escolar de umas 30 crianças. Além do monte de buraco e da ponte perigosa, que está caindo, quando chove a Kombi sai balançando com as crianças dentro e quase não sobe em alguns trechos. Está perto de acontecer uma tragédia", alertou Sandra.
A moradora destaca também que frequentemente faltam água e luz elétrica. "A gente tem que buscar água na mina quando isso acontece. Algumas casas têm até geradores de energia pra não ficarem no escuro." (Paulo Monteiro/NOSSODIA)

Falta transporte
Outro problema apresentado pelos moradores é a falta de ônibus do transporte coletivo. Eles sugerem que uma linha poderia circular pela região, pelo menos no início e no final do dia, quando as pessoas vão e voltam do trabalho. "Hoje, ou vamos a pé até a Estrada do Limoeiro (a cinco quilômetros), ou pedimos carona ou pagamos R$ 25 para ir e R$ 25 pra voltar a um mototaxista", contou a lavradora Rose Silva. Sandra Regina acrescentou que, quando são obrigados a caminhar pelo barro da estrada, o drama acaba virando motivo de piada. "Principalmente entre as crianças, pois os coleguinhas de escola ficam tirando sarro dos pés sujos delas." (P.M.)

RESPOSTA
O secretário municipal de Agricultura, Rodrigo Trigueiros, admitiu que a Estrada dos Periquitos está no cronograma de serviços, mas que só conseguirá acelerar a recuperação dos 800 km de malha viária rural a partir de novembro. Até lá, ele espera conseguir colocar para rodar uma escavadeira hidráulica que está sendo comprada com recursos federais e finalizar o processo de licitação para a compra de uma segunda máquina. Noutra frente, Trigueiros disse que serão refeitos os processos de licitação para manutenção de equipamentos e de contratação de empresa terceirizada para atuar nas estradas. Ele reclamou que o processo eleitoral estaria travando o andamento dos processos na Prefeitura. "Hoje temos alguns pontos críticos. De forma geral, o Município até que está bem, mas isso se deve ao período seco. Fatalmente, em novembro a situação vai piorar, pois há previsão de chuva", comentou.
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