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Agora quem dá bola é o Santos...No Paulistão, quem manda é o Peixe

Agência Estado
05 mai 2015 às 19:02

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Ricardo Saibun/Santos FC
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Azarão no início do Campeonato Paulista, quando perdeu jogadores importantes e enfrentou uma crise financeira com salários atrasados, o Santos conquistou o Campeonato Paulista na decisão por pênaltis (4 a 2) - no tempo normal venceu o Palmeiras por 2 a 1, neste domingo, na Vila Belmiro. O 21.º título paulista do Santos tem a grife dos veteranos Robinho e Ricardo Oliveira, artilheiro da competição com 11 gols.
O Paulistão de 2015 marca a quarta conquista do Santos em sete finais consecutivas, desde 2009, com as taças de 2010, 2011, 2012 e a desta temporada. Remontado no início do ano, com 20 contratações e troca radical no comando do futebol, o Palmeiras foi longe. Da frustração por não ter sido campeão, sobra o alicerce de um time de muito futuro ainda neste ano.
Até a decisão chegar aos pênaltis, o clássico teve poucas emoções, muitas faltas, três expulsões e nenhum jogador de destaque. No primeiro tempo, quando tinha a vantagem de ter vencido o jogo de ida, o Palmeiras não teve coragem de atacar. Esperou o adversário que, por sua vez, também não partiu como um rolo compressor.
O Santos, embora tenha procurado mais o gol, ficou à espreita de um erro, uma falha no sistema defensivo. E foi feliz em duas bobeadas do rival alviverde. Na primeira, quando pediu impedimento de Robinho na sobra de um balão de Valencia. O craque não estava impedido e serviu David Braz para fazer o gol.
Este gol do zagueiro teve o poder de provocar um abatimento nos jogadores do técnico Oswaldo de Oliveira. Um tanto desnorteados, cometeram outro erro em uma infeliz rebatida de Vitor Hugo que sobrou para Ricardo Oliveira "matar" Fernando Prass.

Nos pênaltis, deu Santos
Na decisão por pênaltis, o time santista confirmou o título com quatro gols convertidos (David Braz, Gustavo Henrique, Victor Ferraz e Lucas Lima) contra dois do Palmeiras (Cleiton Xavier e Leandro Pereira marcaram; Rafael Marques e Jackson perderam). Festa na Vila Belmiro, que condecorou Robinho e Ricardo Oliveira, os heróis de um time desacreditado, mas campeão paulista sim senhor. (A.E.)

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Expulsoes e emoção
O enredo da etapa inicial estava definido até que o árbitro Guilherme Ceretta de Lima resolveu aparecer expulsando Dudu e Geuvânio que se enroscaram em um disputa acirrada por uma posição na área santista. Com um jogador a menos cada, os dois times voltaram diferentes para o segundo tempo. O Santos se acovardou, recuando como um time pequeno. Robinho sumiu. O Palmeiras avançou suas peças e cresceu quando Oswaldo de Oliveira trocou Robinho por Cleiton Xavier. O time cresceu e chegou ao gol - Lucas com passe magistral de Valdivia -, que levaria a decisão do campeonato aos pênaltis. Depois do gol, o time alviverde perdeu fôlego. Pressionou sem força e se desintegrou com a expulsão do zagueiro Victor Ramos, aos 35 minutos. Com nove em campo, a ordem era se defender para conduzir a decisão aos pênaltis. O Santos também estava morto e ainda perdeu a chance de liquidar a fatura com Ricardo Oliveira, barrado por Fernando Prass. (A.E.)


Jogadores e comissão técnica do Palmeiras ressaltam bom desempenho nas finais
Evidentemente, o Palmeiras queria deixar a Vila Belmiro com o título. Mas isso não significa que o sentimento entre jogadores e comissão técnica foi de desastre. Pelo contrário. O sentimento acabou sendo de orgulho ferido, mas sem se sentir humilhado. "Jogamos para ser campeão, mas o Santos foi mais capaz. Pelo menos, deixamos claro que temos time para fazer bonito no Brasileiro", disse o meia Cleiton Xavier, que entrou no segundo tempo e foi o autor do primeiro gol da decisão por pênaltis. "Existem vários méritos, principalmente na reorganização do clube. Isso passou para a torcida, que nos apoiou bastante e respondeu positivamente. Existe um conjunto de trabalho que ainda vai dar muitos frutos e títulos, com certeza", projetou o técnico Oswaldo de Oliveira. (A.E.)

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Ricardo Oliveira completa a sua volta por cima no futebol
Mesmo antes de o pênalti cobrado por Lucas Lima decretar o fim do Campeonato Paulista, o atacante Ricardo Oliveira já se considerava um vencedor por ter mostrado que ainda pode ser um jogador determinante no futebol brasileiro. Levantar a taça foi a coroação de um trabalho muito bem feito. "Fiquei nove meses sem jogar bola. Todo dia corria 10 quilômetros apara manter o preparo físico e sonhava em voltar", disse, emocionado, pouco antes da cerimônia de premiação.
Problemas no joelho direito o afastaram do futebol e o fizeram chegar sob desconfiança ao clube. "Ouvi o pedido do meu filho pedindo pela primeira vez para ver um título comigo em campo. Ganhei pelo time do coração dele. A final é um momento de colheita". Artilheiro do Estadual com 11 gols e escolhido em votação promovida pela Federação Paulista de Futebol (FPF) como o craque da competição, ele estava escalado para bater o último pênalti. Mas nem precisou aparecer na hora decisiva. Ricardo Oliveira assinou a renovação de contrato apenas dois dias antes da decisão. Agora o vínculo vai até o fim de 2017. (A.E.)


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