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Especial NOSSODIA

ADOÇÃO - À espera de uma família

Walkiria Vieira/NOSSODIA
03 jun 2018 às 17:42

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Saulo Ohara
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A adoção de um filho, ato voluntário que inclui a responsabilidade de assumir um cidadão e suas necessidades - afeto, saúde, moradia, educação é um processo. Estar legalmente habilitado para a adoção é o primeiro passo para muitos que sonham com a experiência.


NOSSODIA traz a vivência de quem ficou à espera da adoção e, aos 18 anos, precisou deixar o acolhimento, a de quem realizou o desejo da maternidade pela via da adoção e uma triste realidade, a daqueles que são adotados e devolvidos.

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Com duas crianças frutos de adoção, a professora universitária Gilmara Lupion Moreno, 34 anos, é também uma das coordenadoras do Trilhas do Afeto, grupo não governamental, sem fins lucrativos, formado por pais adotivos, pretendentes e interessados em adoção de crianças e adolescentes. Gilmara é uma mãe que pode falar com propriedade do assunto. Ela explica que o grupo foi formado com o objetivo de preparar os que pretendem adotar e também os que já adotaram. "Surgiu de uma iniciativa da Vara da Infância e da Juventude e um dos objetivos é construir uma nova cultura de adoção, pois enfrentamos mitos e preconceitos", alerta. Um dos entraves, segundo Gilmara é o laço de sangue. "As pessoas ficam receosas em relação à herança genética que essa criança possa vir a ter. A adoção é carregada também de preconceito e encarada pela sociedade como segunda opção e não escolha, e isso é um erro. Um outro problema é em relação à genitora. As pessoas, de um modo geral, tem dificuldade de olhar para a mulher que entrega o filho para adoção. Isso não é visto como ato de coragem, mas de abandono, infelizmente, por conta da cultura posta."

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E acrescenta: "Entregar para adoção não é crime, abandonar sim". Os filhos da professora Gilmara tem 14 e 11 anos e, como em todos os lares, há as aquelas confusões do cotidiano, próprias de cada fase. "Sou mãe por adoção há 11 anos. "Filho é filho. É preciso corrigir porque os filhos adotivos podem cometer os mesmos erros que filhos biológicos. Os pais adotivos não são perfeitos e não deve haver, por parte dos pais que adotam, a exigência de que os filhos sejam os mais educados da face da Terra", explica. Brigar faz parte, e eu os corrijo. É uma convivência normal entre irmãos", ratifica.


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