Relatos de funcionários e de colaboradores apontam o caos vivido pelas equipes. Os nomes das fontes consultadas pela reportagem não serão revelados. No IML de Umuarama, no Noroeste, a coleta do lixo hospitalar deixou de ser feita em outubro do ano passado. Com isso, restos dos exames de necrópsia passaram a ser armazenados de forma improvisada. "Guardamos os objetos cortantes como lâminas, mas o que a gente pode joga no lixo comum, como as roupas, por exemplo. Não temos nem uma sala para os funcionários, não teria como armazenar tudo isso. Isso está insustentável", contou. Sem zeladoras terceirizadas desde novembro, peritos e funcionários do setor administrativo também acumulam a função de limpeza, incluindo a das mesas de necrópsia. Situação semelhante foi relatada em Paranavaí (Noroeste). Por lá, o armazenamento do lixo hospitalar também ocorre de forma improvisada. Em Londrina, o lixo é recolhido regularmente, mas o contrato terceirizado de limpeza vence no dia 30 de abril, o que pode comprometer os atendimentos a partir do dia 1º de maio. (V.C.)