Manifestantes favoráveis à descriminalização e legalização da maconha promoveram na tarde de domingo a Marcha da Maconha pelo Centro de Londrina, para fomentar a discussão sobre o uso da erva para diversos fins. Apesar da orientação pelo não uso durante o evento ter sido feita nas reuniões de organização, alguns participantes acenderam baseados.
A concentração dos manifestantes ocorreu na Concha Acústica. Dali, partiram em direção ao Zerão com faixas e camisetas alusivas à marcha e à liberação. A Polícia Militar não acompanhou a manifestação e não houve contagem estatística de participantes.
Um dos manifestantes diz que o objetivo da marcha não é incentivar o uso, mas suscitar o debate para uma mudança nas leis antidrogas e de segurança pública, assim como as aplicações que a liberação da maconha pode trazer. "Temos uso medicinal, impactos da venda legal, vários aspectos. O uso recreativo é o último item da pauta", afirmou.
Para ele, a liberação da droga permitiria que as pessoas cultivassem a maconha em casa, o que teria reflexo direto na saúde e na segurança do usuário. "Quem produz em casa, não vai atrás de um produto de má qualidade, num lugar em que vive com outras drogas mais pesadas", exemplificou.
Destacando-se pela aparência da massa jovem que compunha majoritariamente a manifestação, um engenheiro eletricista de 43 anos lembrou de uma patente norte-americana de pesquisas de aplicação de canabinoides (substâncias químicas presentes na maconha) para tratamento e profilaxia de doenças neurológicas, incluindo Alzheimer e Parkinson. "O próprio governo dos Estados Unidos, que se levanta contra a maconha dizendo que é uma droga que prejudica o sistema nervoso, patenteou a pesquisa que contradiz o discurso", reclamou.