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ABRIGANDO O AEDES

ABRIGANDO O AEDES - Parada da dengue

Paulo Monteiro
NOSSODIA
04 dez 2016 às 22:40

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fotos: Paulo Monteiro
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Usuários do transporte público aprovaram o novo abrigo do projeto Superbus, instalado recentemente na Avenida Leste-Oeste (Arcebispo Dom Geraldo Fernandes), em frente ao Cismepar (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema), região central de Londrina. A estrutura é confortável e protege os passageiros do sol e da água da chuva. No entanto, o "ponto" pode esconder alguns riscos, pois acumula grande quantidade de água parada, perfeito para o desenvolvimento do Aedes aegypti, transmissor da dengue, da chikungunya e do vírus da zika.
A dona de casa Terezinha Aparecida Barbosa ficou surpresa com a situação e, após observar a água parada, optou em aguardar fora do abrigo o ônibus para o Jardim do Sol, zona oeste de Londrina, onde mora. "Só percebi na hora de ir embora, ao sair do Cismepar. Este novo ponto é muito bom, bonito, confortável. Mas também perigoso, não dá para arriscar", disse Terezinha. Morador da Vila Nova, bairro que fica próxima à Leste-Oeste, o agricultor Roberto Carlos de Andrade teme que o mosquito dê um "pulinho" na vizinhança. "Eu não tinha notado tanta água neste lugar. O mosquito pode se desenvolver aí e ir para dentro de nossas casas. Como não pensaram nisso (que o local pudesse acumular água) antes da instalação?", questionou ele.
A água parada se acumula nos buracos onde ficam os três pilares que sustentam o abrigo do projeto Superbus. Ainda há tubos que, aparentemente, seriam responsáveis por canalizar a água da cobertura da estrutura para os buracos feitos para instalar os pilares. Além da água parada, há muito lixo.
Vale ressaltar que a reprodução do mosquito Aedes aegypti acontece em água parada, a partir dos ovos depositados pelas fêmeas. Ovos que são colocados e distribuídos por diversos criadouros. O período do ano também é delicado. Com a chegada do verão, o risco de o mosquito se reproduzir é maior.


CMTU ou Secretaria de Obras?
A assessoria de imprensa da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) explica que já havia sido comunicada da situação do "ponto" localizado na Avenida Leste-Oeste, mas reforça que a instalação e manutenção são de responsabilidade da Secretaria municipal de Obras. Já a direção administrativa da Obras ressalta que fiscais do município estão acompanhando a instalação e o estado dos abrigos do Superbus e que as estruturas ainda estão dentro do prazo de garantia, oferecida pela empresa terceirizada. A direção administrativa reforça que, nesta segunda-feira, funcionários da Secretaria Municipal de Obras devem ir ao local avaliar a situação. (P.M.)

Serão 139 módulos pela cidade
Ao todo, Londrina deve ganhar 139 módulos, que formarão 85 paradas de ônibus. As novas estruturas vão atender os ônibus especiais do SuperBus e os convencionais. O NOSSODIA também percorreu outras regiões da cidade em busca de mais abrigos do projeto Superbus. Porém a reportagem não encontrou nenhum outro acumulando água parada.
Os novos abrigos possuem cobertura térmica, vidros (ou acrílicos) nas laterais, piso tátil, lixeira, adesivos de orientação com a rede de ônibus da cidade e as linhas que passam pelo local. Alguns deles também serão equipados com painéis eletrônicos. As obras integram a Fase 1 da Implantação de Sistema de Transporte Urbano do Município de Londrina, que incluem a readequação dos abrigos dos corredores de ônibus, reforço e melhoria dos pisos, um viaduto, sistema inteligente de trânsito, ampliação da rede cicloviária, com a criação de 14,86 quilômetros de ciclovias, além de reforma e ampliação dos terminais de integração dos bairros Acapulco (zona sul), Ouro Verde, Vivi Xavier e Milton Gavetti (zona norte). (P.M.)


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