Não é de hoje que leitores do NOSSODIA alertam sobre perigos da avenida Serra da Esperança. A reportagem esteve no local e viu de perto o apuro de motoristas e pedestres. Do ponto de vista do autônomo Amaury Ribeiro, 54 anos, o intenso movimento na Serra da Esperança tem explicação: "Aumentou ainda mais depois que a Avenida Arthur Thomas, paralela, recebeu radares. "Aqui também é mais cômodo tanto para quem vem pela BR ou pela Tiradentes. "É ligação da zona norte com a zona oeste, principalmente para quem vai para a UEL e virou fuga do radar, mesmo", observa. Nos últimos cinco meses, Ribeiro alerta que vá testemunhou acidentes de onde trabalha. "Já vi acidente moto e carro, carro e moto parado e o pessoal exagera na velocidade. Pelo movimento que tem feito, acho até que aconteceu pouco acidente. E como é uma avenida em curva, deveria ter pelo menos um semáforo, lombada ou faixa de pedestres em frente ao mercado porque o movimento ali é muito intenso. O aposentado Benedito Figueiredo, 82 anos, mora há 54 anos no Jardim Bandeirantes e concorda que falta segurança para atravessar. "Tem cara que passa correndo muito. Tão esperando matar um para colocar um semáforo e eu me sentiria bem mais seguro se colocassem", declara.
O músico Marcelo Fidelis, 23 anos, nasceu no bairro e conhece bem a via, mas nem por isso se livrou de acidentes. "Uma moto bateu em meu carro e fora o susto, foi dano material para os dois lados. Existem pontos cegos no balão, no trevo e aqui é um local fácil de entender que há falhas na sinalização e tanto motoristas como pedestres vivem em situação de risco. Agora então, que muita gente "corta caminho" pela avenida da Esperança, o fluxo aumentou significativamente", observa. O vigilante Guilherme Abílio, 27 anos, se preocupa principalmente com os idosos. A esposa dele trabalha em um supermercado localizado na avenida e todos os dias, enquanto a aguarda, observa cenas perigosas. "Pelo menos uma faixa já demarcaria uma área segura para atravessar. Tem carro que estaciona mal e tira a visão, tanto de quem precisa sair do estacionamento como dos pedestres. Tem que tomar muito cuidado aqui", alerta. (W.V.)
De acordo com a assessoria de imprensa da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), o órgão está ciente do problema e já tem discutido possíveis melhorias. Sobre as queixas de leitores do NOSSODIA, a assessoria destacou: "A solução não se dará na instalação de radares ou de quebra-molas, apenas, mas num trabalho insistente de educação da população, pois é notável um desrespeito às leis de trânsito". Sobre a possibilidade da faixa de pedestres, a CMTU informou:
"Essa faixa de pedestres já tem sido analisada, sim. Nesta semana, inclusive, a CMTU conversou com o dono do supermercado a respeito. A expectativa da Companhia é executar uma nova sinalização no cruzamento existente, porém, um pouco antes do mercado e conversaremos a respeito com o Ippul". Sobre o registro de acidentes, a CMTU informou que há registros de acidentes na via. "Todos com ferimentos leves." (W.V.)
Em nota, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), explicou: "Conforme informações repassadas pela Diretoria de Trânsito e Sistema Viário do IPPUL, informamos que não há projeto elaborado pelo Instituto para intervenções na Avenida Serra da Esperança. Ressaltamos a impossibilidade da instalação de redutores de velocidade do tipo "quebra molas", visto que contraria o Artigo 94 da Lei Federal nº 9.503/97 - Código de Trânsito Brasileiro. A implantação de travessia elevada é recomendada para locais com significativa demanda de pedestres, porém o mercado localizado na proximidade do número 1397 está disposto em trecho de via em curva, aparentemente restringindo a adoção desta solução sugerida. De qualquer modo, a formalização de requerimento da comunidade provoca vistoria técnica no local para averiguação das condições geométricas e operacionais." (W.V.)