O atraso para a entrega do Residencial Flores do Campo, na Região Norte de Londrina, irá completar um ano no próximo mês. O empreendimento, do Programa Federal Minha Casa Minha Vida, foi assinado em agosto de 2013. A previsão de entrega das moradias era para janeiro de 2015, porém o ano de 2016 está chegando e o bairro não tem data para ser inaugurado.
Na última terça-feira, o NOSSODIA foi até o canteiro de obras, localizado no prolongamento da Avenida Saul Elkind, na Gleba Primavera, sentido a Ibiporã. O terreno ainda não possui pavimentação e poucas moradias ganharam a primeira camada de tinta. Além disso, por volta das 15 horas, não havia trabalhadores em atividade nas moradias próximas ao portão de acesso.
O presidente da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab), José Roberto Hoffman, adianta que ainda não há uma previsão para a entrega do bairro. A falta de pagamentos à empreiteira responsável pela execução da obra pode ter ocasionado atrasos. "Realmente, de início, a previsão para a conclusão da obra era para janeiro deste ano (2015). Os trabalhadores estão retomando a construção dos imóveis aos poucos. Eles necessitam de segurança, de que os pagamentos sejam normalizados por parte do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). O atraso nos vencimentos chegou a seis meses", comenta ele. "Com receio, a empreiteira responsável está negociando diretamente com o Governo Federal (responsável por parte do financiamento) antes de estabelecer um novo cronograma para a conclusão do empreendimento", explica Hoffman.
O projeto do residencial prevê também a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), além do planejamento para creches e uma escola municipal. "Precisamos ainda ter certeza da retomada completa deste projeto. O objetivo do município é que estas unidades de sua responsabilidade também sejam lançadas junto à entrega do bairro", acrescenta o presidente da Cohab.
Na última terça-feira, o NOSSODIA não foi liberado a entrar no canteiro de obras do Flores do Campo. Também não foi possível ouvir algum responsável pelo empreendimento no local.
De acordo com divulgação da Prefeitura de Londrina, os imóveis são voltados para famílias com renda até três salários mínimos. Serão construídas 1.218 unidades habitacionais: 140 casas geminadas, 18 casas isoladas, 596 casas sobrepostas e 464 apartamentos, todos com área útil entre 39,44 m² e 41,56 m², sendo que 36 unidades serão destinadas às pessoas com deficiência. O empreendimento destina-se às famílias cadastradas na Companhia de Habitação de Londrina (Cohab), inicialmente, as prestações deveriam ficar entre R$ 25 e R$ 80, conforme a renda de cada família. Além das cotas para pessoas com deficiência e idosos, que somam 37 casas.
O Governo do Estado também participa com a destinação por meio da Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná), com R$ 5.000,00 para cada unidade, valor composto por serviços da Sanepar, Copel e isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) dos materiais aplicados na obra.
Segundo o site da Caixa Econômica Federal, a obra receberia investimentos de R$ 82,8 milhões, sendo R$ 77,9 milhões com recursos do FAR e beneficiará famílias com renda de até R$ 1,6 mil. O bairro teria iluminação pública, redes de energia, água e esgoto, drenagem de águas pluviais, pavimentação em concreto betuminoso, passeio em concreto, arborização e muros de arrimo entre as casas e na divisa do loteamento. (P.M.)