Quatro meses se passaram e até o momento não há resposta sobre o a causa da morte da adolescente de 17 anos, encontrada nos fundos do Residencial Vista Bela, região norte de Londrina. Ela deixou Jataizinho, onde morava, acompanhada da irmã de 19 anos e de uma amiga de 14. As três teriam pego carona até Londrina durante a madrugada de 21 de fevereiro, consumido bebida alcoólica e drogas ilícitas na companhia de dois homens. Na época, a hipótese para o óbito foi overdose. Versão que ainda não pode ser confirmada.
Desde então, a Delegacia de Homicídios passou a ouvir testemunhas e suspeitos do caso, além de familiares da vítima. Mas as informações eram divergentes. Amostras da garota foram enviadas para o Instituto Médico Legal de Curitiba (IML). A Polícia Civil ainda aguarda o resultado do exame toxicológico do para concluir o inquérito.
De acordo com a diretora administrativa do IML de Londrina, Cristiane Ferreira, apenas o instituto da capital tem equipamentos capazes de identificar a quantidade de drogas e outras substâncias em excesso em um cadáver. Na última sexta-feira, Cristiane afirmou ao NOSSODIA que o resultado do exame ainda não tinha chegado a Londrina.
"Passamos a investigar o caso a partir das declarações que obtivemos ainda no local. De que se poderia tratar de uma overdose. A própria irmã disse que a vítima estaria passando mal. Chegamos até os supostos homens que estariam com ela e a teriam abandonado, mas não podemos tomar decisões precipitadas sem o laudo do IML. Temos um cuidado muito grande com isso", explicou o superintendente da Delegacia de Homicídios de Londrina, Cláudio Santana.
O delegado William Douglas Soares estava de plantão no dia do crime e atendeu a ocorrência. Na ocasião, ele contou que as jovens teriam pego carona com dois rapazes desconhecidos em uma boate às margens da BR-369, na saída para Ibiporã, até um apartamento no Vista Bela. No imóvel, os dois rapazes teriam tentado manter relações sexuais, mas não conseguiram. A irmã da vítima teria contado ao delegado que as três foram obrigadas a consumir cocaína e bebida alcoólica.
RESPOSTA
O NOSSODIA entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (SESP/PR), em busca de informações a respeito do andamento do exame toxicológico que poderá apontar o real motivo da morte da adolescente, de responsabilidade do IML. No entanto, divulgou a SESP, não foi possível obter a informação até o final da tarde da última sexta-feira. (P.M.)
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