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A CAMINHO DO RIO - Civil apreende arsenal do crime organizado

14 jul 2016 às 08:43


A maior apreensão de munição registrada nos últimos anos pela Polícia Civil do Paraná. O pesado material bélico foi apreendido em Foz do Iguaçu, na BR-277. O arsenal possuía 62 mil munições de pistola calibre 9 milímetros e de fuzis 556 e 762, avaliado em mais de R$ 1 milhão. A ação foi deflagrada na terça-feira, pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE). A carga estava escondida em um fundo falso, no furgão frigorífico de um caminhão, com placas do Paraná. Ele era dirigido por um homem de 65 anos, que não teve a identidade revelada, e ganhou o apelidado de "vovô das armas".
Curiosamente, o condutor já tinha antecedente criminal pelo crime de tráfico de três toneladas de drogas. Pela prisão de terça, ele foi autuado em flagrante por porte de munição de uso restrito, com pena prevista de três até seis anos de prisão.
Segundo a divulgação da Polícia Civil, as investigações sobre o caso começaram ainda em abril, quando informações anônimas denunciavam que uma carga grande carga de produtos ilícitos seria transportada pelo motorista e proprietário do caminhão.
Coordenador da operação, o delegado Alexandre Macorin ressaltou o trabalho de inteligência da sua equipe, que monitorou o rastro do motorista. "Foram mais de três incansáveis meses de monitoramento, culminando com essa grande apreensão. O que nos surpreende, é uma pessoa com duas passagens por tráfico de três toneladas de entorpecentes estar em liberdade", resumiu o delegado.

Segurança nas Olimpíadas
A Polícia Civil de Foz do Iguaçu acredita que o arsenal tinha como destino o Rio de Janeiro. Com o carregamento apreendido, se impede o fortalecimento do crime organizado, principalmente no períodos das Olimpíadas do Rio, que começam no próximo mês.
"Foi um trabalho do setor de inteligência da Civil que conseguiu interceptar este arsenal, que tinha como destino a cidade do Rio de Janeiro. A ação da nossa polícia foi fundamental para evitar que toda essa munição chegasse até o Rio de Janeiro, ainda mais numa época de Olimpíada", disse o delegado-geral da Polícia Civil, Júlio Reis. (P.M.)


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