A Secretaria Municipal de Meio Ambiente realizou na última semana uma operação em conjunto com outros órgãos de fiscalização, como a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), a PM (Polícia Militar) e a Guarda Municipal, para apreender cavalos soltos na cidade. No total, somente nesta operação, foram sete cavalos apreendidos.
"É um assunto muito complexo. Fiquei muito surpreso com a quantidade de animais soltos. Só na região do Vista Bela, apreendemos quatro animais, um no Sabará e dois no João Turquino. Os animais foram levados para um sítio, que é de uma empresa terceirizada da SEMA, para posterior doação para os agricultores já cadastrados pela Secretaria", disse o secretário municipal de Meio Ambiente, Gilmar Domingues Pereira. "Somente este ano, já registramos três óbitos envolvendo cavalos e motoristas", ressalta.
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Mesmo com as apreensões, Pereira informou que nenhuma multa foi aplicada aos donos dos animais, porque o decreto 1.544/2017 não prevê infração, proibindo apenas a "criação, trânsito e manutenção de animais de grande porte na área urbana de Londrina". "No caso do carroceiro devidamente cadastrado na CMTU, nós podemos promover a devolução deste animal. Ainda estamos em um trâmite interno, administrativo, vamos ver o que a gerência de fiscalização vai apontar como possibilidade para realização dessa devolução", completou o secretário.
Ainda segundo o decreto, "a doação de animais somente se dará às propriedades rurais, instituições de ensino ou assistência social e entidades de proteção animal". Desde o início do ano, informou Pereira, já foram apreendidos 50 cavalos. "Estamos levando esses animais de grande porte para um sítio de uma empresa terceirizada da Sema", disse Pereira. "Queremos fazer rondas pela cidade e já temos até um roteiro traçado. Com o caminhão da terceirizada mais os fiscais, caso forem encontrados os animais soltos na cidade, já vamos promover a apreensão na hora", finalizou.
Três pessoas já perderam a vida em acidentes envolvendo cavalos
Somente este ano, Londrina já registrou três mortes no trânsito envolvendo os animais de grande porte. O primeiro aconteceu no dia 1 de fevereiro, na PR-445, próximo ao pontilhão do conjunto Jamille Dequech, onde Moisés Gomes Carneiro, de 32 anos, vinha de Tamarana quando bateu contra o cavalo que cruzava a pista. Tanto Moisés quanto o cavalo morreram na hora. A segunda morte aconteceu também na PR-445, próximo ao Jardim Bandeirantes, no dia 25 de maio. Camilla Cristti Broietti, de 27 anos, estava no banco do passageiro quando o seu companheiro, que diria um Chevrolet Corsa, bateu contra o cavalo que atravessava a via. Camilla foi encaminhada em estado grave ao Hospital Evangélico e morreu quatro dias depois. Na época do acidente, o noivo de Camilla informou à PM que notou a presença do animal, mas que não teve tempo de desviar. O animal também morreu. O terceiro caso, e mais recente, aconteceu no último dia 14 de junho, na BR-369, entre Londrina e Ibiporã. Alberto Takeshi Mon Ma, de 40 anos, vinha sentido Londrina a bordo de uma moto Honda Titan e bateu contra o animal, que mesmo machucado, não morreu e correu sentido a uma chácara. Alberto não teve a mesma sorte e morreu no local.