Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade

46 horas infernais

16 out 2014 às 08:17

Compartilhar notícia

siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade
Uma das mais longas das 21 rebeliões ocorridas este ano no Paraná terminou na quarta, às 10 horas, na Penitenciária Industrial de Guarapuava. Aos gritos de "acabou", os rebelados desceram do telhado e liberaram os reféns que ainda estavam na unidade: 10 agentes penitenciários e cerca de seis presos.
A Secretaria de Estado de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) apressou a transferência de 28 presos de outras cidades para pôr fim ao motim que já passava das 46 horas. Durante entrevista coletiva, em Guarapuava, o secretário estadual de Segurança Pública, Leon Grupenmacher, informou que apesar das agressões, nenhum agente ou preso ficou em estado grave. Ele prometeu empenho em responsabilizar os cerca de 40 detentos que tomaram frente da rebelião. "Não são cenas normais, nem de pessoas normais. Os crimes não ficarão impunes como ocorria antes", garantiu. A troca do comando da unidade, reivindicada pelos rebelados, foi descartada pela Seju.
O delegado titular do Cope, Luiz Alberto Cartaxo, informou que os presos devem responder por tortura, tentativa de homicídio, sequestro ou cárcere privado, motim e dano ao patrimônio público. O subcomandante geral da Polícia Militar, coronel Péricles de Matos, destacou que a tecnologia empregada, como os caminhões com plataformas elevadas de monitoramento e os dois drones, vai facilitar a identificação dos envolvidos.
A juíza da Vara de Execuções Penais (VEP) de Guarapuava, Patrícia Roque Carbonieri, e a promotora de Justiça, Márcia Francine Broiette, defenderam que o sistema penitenciário deve ser repensado. "As unidades prisionais estão carentes de investimentos e de uma política prisional eficiente", cobrou a promotora. Ela contou que desde 2011, quando a PIG passou a receber presos de outras cidades, o modelo padrão deixou de existir. "Preso não quer estar longe da família. Quando isso acontece, ele reage de forma violenta." Ela criticou o modelo atual da Central de Vagas. Nenhum membro da Seju participou da coletiva de imprensa.
De acordo com a vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Petruska Sviercoski, nos últimos quatro anos, a PIG perdeu cerca de 30 agentes. Atualmente, a unidade tem 90 agentes para vigiar os 240 detentos. (Celso Felizardo/Folha de Londrina)
Publicidade

Últimas notícias

Publicidade
LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas