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4 de uma vez só - Mulher dá a luz a quadrigêmeos

05 jun 2017 às 10:24

Adiar o sonho de ser mãe por problemas de saúde é uma situação que deixa qualquer mãe angustiada. A técnica em enfermagem Sílvia Helena da Rosa se casou aos 33 anos e descobriu que estava com câncer de mama um ano depois. Para realizar o tratamento com quimioterapia e radioterapia, ela não podia engravidar. Um ano após o fim do tratamento, o médico a liberou para se submeter à fertilização in vitro em Maringá. E ela descobriu que seria mãe de quadrigêmeos. "Foram introduzidos três embriões, dois deles mais fortes e um mais fraquinho", relata. Dois deles se desenvolveram e no primeiro exame foi constatado que seriam dois bebês. No segundo exame, um dos embriões se subdividiu e já eram três embriões. Logo depois o outro também se dividiu e ela constatou que seriam quatro embriões. "Foi uma surpresa", relata a mãe. Ela revela que tanto na sua família, como na família de seu marido já havia casos de gêmeos univitelinos (idênticos), mas nenhum caso de dois gêmeos univitelinos.
Com gravidez de risco ela passou o último mês internada, mas a bolsa rompeu e ela teve os bebês com 28 semanas e cinco dias. São quatro meninos, dois óvulos que se dividiram, portanto duas duplas de univitelinos, os chamados gêmeos idênticos. Uma chance em 700 mil, segundo a literatura médica. "Nós tivemos que deixar todo o centro cirúrgico dedicados só a eles. Foram 15 profissionais envolvidos e nenhum deles ficou sem fazer nada durante o parto", destaca a médica Sueli Aparecida Kubiack Gorla. Nascidos de cesárea, o procedimento demorou cerca de uma hora. "Minha vida vai mudar muito, mas eu estou muito feliz", declara.
Os quadrigêmeos nasceram no dia 29 de maio, uma segunda-feira, no Hospital Evangélico de Londrina. São eles: João Paulo (1,300kg), Luiz Henrique (1,200kg), Pedro Augusto (1,255kg) e Vitor Hugo (1,265kg) que nasceram de cesariana. Sílvia recebeu alta na sexta-feira (2), mas os bebês devem permanecer na UTI neonatal até evoluírem o seu quadro e conseguirem respirar sozinhos. Por enquanto os pequenos estão se alimentando por sondas, mas a expectativa é de que sejam alimentados com leite materno, mas Sílvia ainda não conseguiu produzir leite.
Ela relata que vai pedir ajuda aos parentes para conseguir cuidar de tantas crianças ao mesmo tempo. O pai das crianças, Márcio Antônio de Toledo, garantiu que vai ajudar, mas está preocupado em como sustentar tantas crianças. "Vou ter que trabalhar bastante".

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