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13o NA CONTA - O que fazer com o faz-me rir

09 nov 2015 às 10:30


Tão desejado quanto comprometido, o 13º salário é assunto nas rodas. No ponto de ônibus, à mesa em família e no trabalho, só de pensar nas notinhas, uma em cima da outra, há o que falar. Do pagamento das dívidas à realização de sonhos, o dindim está nos planos de cada um. É o caso do mecânico Osvaldo Hideki Seke, 34 anos. Há 10 anos na mesma oficina, vai colocar as mãos no extra na íntegra e explica: "A família já conta com isso todo ano. Mas também vou arrumar o carro e usar outra parte para passar o Natal e a Virada." Seke esclarece que a troca de presentes está fora de cogitação e que a família está de acordo em fazer uma boa ceia com comes e bebes. "Esse ano não foi fácil, chegou mês que a queda do movimento foi de até 70%, e pela primeira vez não vamos para praia. Eu amo meu país, mas está nos nossos planos ir para o Japão para trabalhar", revela.
Já a vendedora Giovana Araujo Mello, 18 anos, mora com os pais e conta como o décimo terceiro é esperadíssimo. "Graças a Deus não tenho dívidas e pretendo viajar para a praia com a minha família. Vamos ficar na casa de algum parente e esperei por esse salário o ano inteiro", diz. Otimista com as vendas de fim de ano, está empenhada: "Esse período é positivo".

Tutu já foi todo pro beleléu
O assunto até desanima a atendente Marta Leal, 58 anos. É que no caso dela, a verba já foi toda consumida. "Comprei um celular novo, um videogame pro meu neto e lá em casa somos oito, sendo que três netos moram comigo, então gasto muito principalmente com roupa para eles." Ver os quatro netos bem vestidos é um prazer para a atendente, mas tudo tem seu preço. "Não sobrou nada e não tem como segurar mesmo", admite a moradora do Conjunto Sebastião de Mello, Zona Norte de Londrina. (WV)



Giovana Mello, vendedora: "Esperei muito o 13º e vou viajar com meus pais"


Só panetone e abraço apertado
A promotora de vendas Andressa Paludeto, 25 anos, admite que é bem controlada em seus gastos. "Uma parte vai para a construção, estou mexendo com isso agora e também quero pagar meu carro, abater parcela. Eu conto com esse dinheiro, moro com meus pais e não sou de presentear. Acho isso uma loucura e não dá pra ficar comprando presente pra todo mundo, não. Depois vai fazer o que, entrar o ano com dívida?", questiona. O corretor de imóvies Hermes Santana tem a mesma postura. Sou autônomo, não tenho décimo terceiro e aprendi a ser controlado, mais ainda depois que casei. Eu sou mão de vaca, minha esposa, organizada. "Vamos dar panetone de presente de Natal", dá a dica Daiane, a esposa de Hermes. Auxiliar contábil e tutora educacional, Daiane já se programou para as contas de 2016: "Tem IPTU, IPVA, mas ainda assim tem muita gente que passa da conta, gasta mais do que pode e depois as dívidas viram bola de neve", alerta. (WV)


Quem sabe, sabe - Professor orienta como aplica bem o 13º
- O economista e professor no curso de Administração da Unopar Carlos Eduardo Boni orienta para o bom uso da grana extra e enfatiza que o planejamento é essencial para se dar bem nas finanças. Boni concorda que endividar-se menos e eleger prioridades devem fazer parte das promessas a serem cumpridas em 2016. Leia abaixo as dicas do expert e passe pra frente sua experiência.
- Use esse dinheiro extra com bastante cuidado e de forma racional, pois recebemos esse "bônus" apenas uma única vez por ano. Presentear a família é muito prazeroso, desde que não comprometa o orçamento.


- Para quem está endividado, resistir é a palavra de ordem. Dívidas comprometem nossa capacidade de pagamento, então eliminá-las deve ser sempre prioridade.


- Planejar as despesas do próximo ano antes dele começar aumenta as chances de sucesso. Um planejamento é essencial para a condução de uma vida mais tranquila.


- Sobre os presentes de Natal, precisamos quebrar esse paradigma e entender que o melhor presente numa época tão simbólica é o amor, o carinho, a consideração para com as pessoas. É preciso tornar esse momento numa ocasião de mais aproximação – e pequenas lembranças, cujo custo pode ser bem pequeno, podem ser uma boa receita.

- Administre bem as escolhas, pois não dá para dizer não aos impostos porque não tem dinheiro. Na hora que você tiver dinheiro e decidir pagar, vai ter que pagar juros e multas.


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