O arrombamento da UBS do Jardim Piza (zona sul) na última sexta-feira (21), no mesmo dia onde seria assinada a ordem de serviço para a sua reforma, reacendeu a situação da falta de segurança nas Unidades Básicas de Saúde, assim como em outros prédios públicos de Londrina. Somente este ano, foi a quarta vez onde a unidade do Piza foi visitada por ladrões. Desta vez, nada de material foi levado, mas deixaram os estragos nas portas, a bagunça no prédio e a indignação dos funcionários.
Outras unidades também receberam a infeliz visita dos marginais em 2018: Vivi Xavier e Novo Amparo (norte), Ideal e Marabá (leste), Alvorada e Bandeirantes (oeste), Vila Nova e Clair Pavan (centro) e Itapoã, Guanabara e Ouro Branco (sul). Os locais estão baseados em ocorrências registradas pela GM (Guarda Municipal).
A segurança desses prédios era feita por empresas terceirizadas. No entanto, com a criação da Guarda, em julho de 2010, o Município recebeu uma orientação da procuradoria jurídica de que a função poderia ser atribuída à GM, criada justamente para esse serviço.
Questionado, o secretário de Saúde, Felippe Machado, respondeu que só na área da Saúde, são 70 prédios públicos. "Existe a necessidade de ter um monitoramento, para que possa ter tranquilidade em prestar um serviço de qualidade". Já o prefeito Marcelo Belinati citou um projeto desse tipo que está em fase de licitação. "Seria no sentido de monitorar as UBSs, creches e escolas, através de câmeras, alarme e monitoramento eletrônico à distância, além das rondas. Eu creio que isso vai amenizar esse problema", disse.
Um possível aumento do efetivo dos agentes, no entanto, não está na pauta. "Neste momento não, em razão dos custos que geraria. Tudo depende de um plano em conjunto. A ideia é executar esse monitoramento e, caso houver disponibilidade financeira, fazer essa recomposição". Atualmente 340 agentes fazem parte da Guarda Municipal. Para uma cidade como Londrina, com mais de 500 mil habitantes, o número considerado ideal seria de pelo menos mil.
"Câmeras inteligentes"
O NOSSODIA foi atrás do Secretário de Defesa Social, Evaristo Kuceki, para entender melhor o projeto citado pelo prefeito. Kuceki declarou que a ideia vem desde março do ano passado, mas ainda é um primeiro passo. "Terminado o termo de referência, foi aberto uma licitação no valor de R$ 40 mil para contratar uma empresa que elabore um projeto de monitoramento com câmeras inteligentes". Essas câmeras seriam instaladas, inicialmente, em 55 pontos mais problemáticos mapeados pela Guarda. Entre os locais, estão por exemplo o CMEI Water Okano, o Ginásio de Esportes Maria Cecília, a
Escola Municipal Eugênio Bruggin, o Cemitério Padre Anchieta, a Biblioteca Municipal e a UBS do Milton Gavetti. As câmeras inteligentes seriam programadas para alertar, em um período determinado de horário, onde não deve haver movimentação de pessoas, quando acontecer alguma invasão. "Já que não se pode investir muito, a ideia mais barata seria essa", resumiu o secretário. (E.N).