Esportes

Confira as previsões das IAs para a Copa do Mundo 2026

10 jun 2026 às 09:46

Com a Copa do Mundo começando nesta quinta-feira (11), o mundo das inteligências artificiais já entregou seus vereditos — e há um nome que aparece na ponta de praticamente todos os rankings e simulações: a Espanha. 


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Das plataformas de IA generativa às empresas especializadas em estatística esportiva, o consenso é quase unânime sobre quem sai favorita. O Brasil, por sua vez, aparece com chances reais, mas sempre com um alerta: a semifinal pode ser o limite.


O supercomputador da Opta, empresa especializada em análise estatística esportiva, realizou 10 mil simulações da Copa do Mundo de 2026 e apontou a Espanha como a seleção com maior probabilidade de conquistar o título, com 16,1% de chances.


A França aparece na segunda posição com 12,25%, seguida pela Inglaterra (11,02%) e pela atual campeã Argentina (10,36%). O Brasil, comandado por Carlo Ancelotti, figura na quinta ou sexta colocação com entre 6,23% e 6,78% de probabilidade de título, dependendo da versão do modelo consultado. 


A comparação com 2022 é reveladora: antes da última Copa, o mesmo supercomputador da Opta colocava o Brasil como principal favorito ao título, com 16% de probabilidade. A Argentina, que acabou levantando a taça, não estava entre as primeiras da lista. O dado é um lembrete de que modelos estatísticos capturam tendências, não certezas.


ChatGPT, Gemini, Claude e Grok — o que cada IA diz


Em um teste realizado pelo TechTudo com as três principais IAs generativas do mercado, ChatGPT, Gemini e Claude chegaram à mesma conclusão sobre a final da Copa do Mundo de 2026: Espanha x França, com vitória espanhola por 2 a 1.


O ChatGPT imaginou uma decisão definida na prorrogação, com virada da Espanha e destaque para Lamine Yamal. O Gemini também apostou em jogo decidido no tempo extra, colocando Rodri como melhor jogador da final.



O Claude trouxe uma simulação ainda mais detalhada, com estatísticas de posse de bola, finalizações e passes certos — na previsão, Nico Williams abriria o placar, Mbappé empataria de pênalti e Pedri garantiria o título espanhol no tempo regulamentar. 


O Grok, IA da rede social X, foi ainda mais enfático ao defender a Espanha, elevando a probabilidade de título para 19%, argumentando que o jogo coletivo e a profundidade do elenco aumentam as chances espanholas ao longo do torneio.


A Perplexity seguiu o mesmo caminho: projetou o pódio com Espanha em primeiro, França em segundo, Argentina em terceiro e Inglaterra em quarto. Já o ChatGPT, em uma consulta diferente, simulou uma final Espanha x Alemanha, com vitória espanhola e a França em terceiro lugar. O único sistema que divergiu do consenso foi o Manus, que projetou uma final França x Brasil com vitória francesa.


O caminho do Brasil segundo as IAs


O Brasil aparece como finalista nas projeções de Claude, Gemini e ChatGPT, mas sempre com caminhos e adversários diferentes. O Gemini aponta que o Brasil passa no Grupo C, mas sofre gols e gera dúvidas defensivas sob Ancelotti, cujo estilo ofensivo pode expor a retaguarda em jogos eliminatórios. O ChatGPT projeta o Brasil nas semifinais, derrotando a França por 2 a 1 com maior flexibilidade tática, e chegando à final contra a Inglaterra.


O risco mais citado pelas IAs é a semifinal: o ChatGPT aponta eliminação do Brasil nessa fase caso a Seleção cruze com França ou Inglaterra. O cenário mais realista projetado é a semifinal. Mas se "encaixar tudo — defesa sólida e ataque funcionando — dá pra sonhar com a final", segundo a análise de uma das plataformas consultadas.


O Perplexity foi o modelo mais otimista com o Brasil: ao dar mais peso ao desempenho recente e menos ao histórico, colocou a Seleção no quarto lugar com 7,30% de probabilidade de título. O mesmo modelo projetou o Brasil parando nas quartas de final como cenário mais provável


O que nos dá mais esperança nessas previsões, é que nenhum desses modelos consegue calcular coisas que, na verdade, ninguém também consegue antecipar: lesões de última hora, condições climáticas nos deslocamentos entre os três países-sede, pressão de vestiário e os momentos de pura imprevisibilidade que fazem do futebol o esporte mais assistido do planeta.


A Copa do Mundo 2026 começa nesta quinta, e os algoritmos já fizeram suas apostas. Agora, o que decide mesmo, é a atuação dentro de campo.

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