O Operário é tricampeão paranaense. O time de Ponta Grossa segurou o empate por 0 a 0 com o Londrina no estádio do Café e, nas penalidades, levou o título estadual pelo segundo ano consecutivo. É o terceiro título do Operário, que também foi campeão em 2015.
O Operário começou a partida pressionando o Londrina desde os minutos iniciais no Café, buscando a todo momento jogadas com os laterais Doka, pela direita, e Moraes, pela esquerda. O goleiro Kozlinski fez ao menos três intervenções nos primeiros 15 minutos, evitando perigo maior ao gol do LEC.
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A primeira defesa do goleiro Vágner, do Operário, foi aos 25, quando Lucas Marques aproveitou bola rebatida pelo meio e emendou de longe, parando em boa defesa do arqueiro de Ponta Grossa.
Da mesma forma, de fora da área, Boschilia fez Kozlinski trabalhar aos 35. O camisa 10 finalizou com força e o goleiro do Tubarão voou para segurar firme.
O melhor lance do primeiro tempo foi do Londrina, aos 42. Paulinho Moccelin recebeu de Lucas Marques em profundidade, ganhou de Moraes e cruzou rasteiro. A bola correu pela pequena área e ninguém apareceu para finalizar.
No lance seguinte saiu a jogada mais polêmica da decisão. Após cobrança de escanteio, Bruno Santos tocou de cabeça para trás e a bola bateu no braço de Vinicius Diniz na área. Os jogadores do Londrina reclamaram, mas o árbitro e o VAR nada marcaram no Café.
Empate
Na etapa final, o Londrina voltou melhor e Vitinho passou a dominar o lado direito do ataque, construindo jogadas ofensivas. Primeiro, deixou Bruno Santos na cara do gol, mas o camisa 9 isolou. Depois, encontrou Paulinho Moccelin em velocidade. O camisa 18 invadiu a área com liberdade, mas também isolou.
Após as trocas, o LEC teve mais uma chance clara de abrir o placar aos 19, quando Gilberto fez linda jogada pela esquerda e cruzou para Bruno Santos, mas o centroavante, livre, não conseguiu completar para o gol.
O jogo ganhou em nervosismo e as chances cessaram, até que o Operário assustou aos 41. Feliciano cruzou na medida para Léo Gaúcho, que errou o cabeceio e perdeu o gol.
Nos acréscimos, o Operário mais uma vez quase marcou. Léo Gaúcho lançou Edwin Torres, que finalizou com força e parou em grande defesa de Kozlinski. Na sequência da jogada, o Londrina tentou puxar contra-ataque. Jacaré foi derrubado por Diniz, que foi expulso. Em confusão com Diniz, Chumbinho também levou o cartão vermelho.
Pênaltis
Nos pênaltis, Iago Teles e André Luiz perderam. Apenas Léo Gaúcho falhou para o Operário, que se sagrou tricampeão paranaense.
FICHA TÉCNICA
Londrina
Kozlinski; André Dhominique, Yago Lincoln, Wallace e Kevyn; André Luiz, Lucas Marques (Fabiano); Paulinho Moccelin (Vitor Jacaré), Vitinho (Gilberto), Bruno Santos e Iago Teles. Técnico: Allan Aal
Operário
Vágner; Doka (Zuluaga), Miranda, Cuanú e Moraes (Gabriel Feliciano); Índio (Neto Paraíba), Vinicius Diniz e Boschilia; Hildeberto Pereira (Edwin Torres), Léo Gaúcho e Aylon (Matheus Trindade). Técnico: Luizinho Lopes
Árbitro: Lucas Paulo Torezin
Estádio do Café, Londrina (PR)
Público: 19.965 torcedores (total)
Cartões vermelhos: Vinicius Diniz (OPE), Chumbinho (LEC)