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Polêmica

Deputado diz que vai acionar a PF sobre agressões no Café em Londrina

Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha
12 set 2022 às 09:03

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Narjara Araújo/Câmara dos Deputados
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O deputado federal Filipe Barros (PL) promete acionar a Polícia Federal para investigar agressões cometidas por integrantes da Torcida Organizada Falange Azul contra assessores de sua campanha e familiares. A confusão foi registrada na tarde de sábado (10), em frente ao estádio do Café, antes do jogo entre Londrina x Chapecoense, pela Série B. 


De acordo com o deputado, que é candidato à reeleição, ele e sua equipe faziam campanha e entrega de panfletos nos arredores do Café, quando seu sobrinho, um jovem de 18 anos, abordou um veículo e entregou material de campanha. 

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"As pessoas que estavam no carro, um Cruze preto, pegam o material e jogam para fora do carro, dizendo que ali era Lula e que eles não eram bem-vindos", afirmou. "20 ou 25 minutos depois, as pessoas que estavam no carro com mais alguns, uns 10 pelo menos, voltam exaltados e buscando confusão. Eu peço calma, dizendo que estávamos ali em paz. Um deles joga um copo de cerveja no meu sobrinho e parte para a porrada. Meu sobrinho leva um soco na boca, agrediram minha assessora e meu tio de 65 anos, com um soco e pontapés. Quero deixar bem claro que essa não é a minha versão, as imagens mostram isso e confirmam estes fatos", ressaltou Barros, em entrevista à FOLHA. 


Filipe Barros revelou que foram registrados boletins de ocorrências e os agredidos foram encaminhados ao atendimento médico e passaram por exame de corpo delito. "Eu pessoalmente farei um boletim de ocorrência na Polícia Federal na segunda-feira. Já levantamos quem são as pessoas, uma inclusive de Curitiba, temos áudios que ainda não podemos revelar e todas estas informações serão repassadas para a PF. As nossas imagens atestam que a tese da Falange Azul é mentirosa". 

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A torcida organizada postou uma nota oficial nas redes sociais contestando a versão do deputado e alega que a confusão teve início quando um membro da equipe de Barros agrediu uma torcedora, que se recusou a receber o panfleto da campanha. 


"Após o ataque, a torcedora ainda foi xingada pelos assessores e cabos eleitorais e pelo próprio candidato. Muitos torcedores, incluindo diversas pessoas que sequer são sócias da torcida, mas que estavam ao redor, se revoltaram com a atitude e foram tomar satisfações", descreve trecho do comunicado. A torcida diz que lamenta e repudia episódios de violência e finaliza informando que irá tomar as "devidas providências jurídicas contra as informações caluniosas do parlamentar".

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