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Fim de jogo: telão, chuva e frustração no Zerão

Heloísa Gonçalves - Redação Folha
07 mar 2026 às 21:02

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Heloísa Gonçalves

Após o resultado de ambos os jogos da final do Campeonato Paranaense 2026 terminarem em 0 a 0, o Operário Ferroviário se tornou bicampeão no Estádio do Café após vencer o Londrina Esporte Clube nos pênaltis, por 4 a 3, neste sábado (7). Centenas de torcedores do LEC acompanharam a partida no anfiteatro do Zerão, com transmissão ao vivo por meio de um telão. O clima era de apreensão depois de boas chances de gols desperdiçadas pelo mandante, tanto durante o tempo regulamentar quanto nas penalidades, e assim, boa parte da torcida deixou o local antes mesmo da última cobrança, quando a chuva começou.

Os londrinenses vibraram e gritaram “é Tubarão” a cada pênalti bem-sucedido, marcados por Gilberto, Vitor Jacaré e Wallace. Defensor da camisa do Fantasma, Gabriel Feliciano converteu a cobrança que garantiu o tricampeonato Estadual ao clube, o segundo seguido.

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‘Londrina vacilou’

Admilson Raimundo levou sua enteada Grazielle ao Zerão neste sábado, porque os ingressos para assistir a final no Café esgotaram em apenas quatro dias, e contou que ficou decepcionado com o resultado. “A gente veio acompanhar aqui com a galera para dar mais emoção. Faltou um pouco de sorte e mais capacidade, não tivemos calma na hora de matar os gols”, considerou.



O autônomo disse que ficou apreensivo quando o segundo tempo terminou, visto que o Operário “sempre leva sorte nos pênaltis” e foi classificado para a grande final desta forma contra o Coritiba, “que é um time bem maior”.

Completou dizendo que o Londrina “vacilou”, mas almeja um melhor desempenho na 3ª e próxima fase da Copa do Brasil de 2026, em que o time enfrenta o Manaus fora de casa na quarta (11). “Acho que ele ainda passa mais de uma fase, aí pode ser que pegue um time grande e não compita bem, mas o importante é a arrecadação, que é boa na Copa do Brasil”, pontuou. Com a campanha até aqui, o clube já garantiu R$ 2,91 milhões em premiação no campeonato. Caso avance para a próxima etapa, receberá mais R$ 1,68 milhão, o que elevaria o total arrecadado para pouco mais de R$ 4,5 milhões.


Programa em família

Bruno e Bruna Meneghello, acompanhados do filho Breno, lamentaram o fato de o Tubarão ter perdido a chance de alcançar um feito inédito e se tornar o primeiro time do interior a levantar a taça do Estadual de forma invicta. O pai, técnico de segurança do trabalho, compreendeu o desempenho abaixo do esperado durante o primeiro tempo, mas sofreu com as chances perdidas no segundo.


“Entendemos a questão do calor e o Operário teve uma supremacia no primeiro tempo. No segundo tempo, eu já vi diferente, o Londrina buscando mais o gol. Acabou perdendo alguns gols, inclusive nos acréscimos já debaixo da trave, e foram justamente nessas falhas que o time poderia ter saído dali com uma vitória”, considerou.



O filho do casal gostou de “ver um monte de gente torcendo por Londrina”, trajado com o uniforme do Tubarão. A família completou dizendo que o clube fez uma boa campanha e que, agora, aguarda o início da Série B do Brasileirão.


Sem festa na Higienópolis

Acompanhado de colegas de seu time de futebol amador, Adenilson Jesus foi até o Zerão porque não conseguiu comprar ingresso para a final, afirmando que “seria bem mais emocionante no estádio”, mas que pôde aproveitar a experiência com demais torcedores. Para o tatuador, a culpa da derrota foi de Iago Teles, que estreou as penalidades com um chute fraco e bem no centro do gol, defendido com facilidade pelo goleiro rival Vágner.

“O Londrina poderia ter ganhado no tempo regulamentar, mas, infelizmente, acabou indo para os pênaltis e o primeiro pênalti é o que diz. Se você marca o primeiro, você já sai confiante, e o primeiro batedor foi muito amador. Não se bate pênalti em uma final desse jeito, faltou vontade para o Londrina e experiência dele”, relatou Jesus.

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O homem disse que queria ir para a Avenida Higienópolis celebrar a vitória junto da torcida, costume tradicional realizado há anos em Londrina. “Infelizmente, não vai ter festa na Higienópolis. A gente queria, igual o meu amigo fala, tomar um tacacá e comemorar o título invicto do Paranaense, mas não deu. Vamos para casa”, completou.

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