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A Arte da Viola

Ana Paula Nascimento
10 jul 2003 às 17:25

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Divulgação
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Seduzido pela viola caipira há 20 anos, o músico Roberto Corrêa traz até Londrina o melhor da sua técnica e música. Junto com Paulo Freire, Almir Sater, Tião Carrero, entre outros, Corrêa congrega um dos violeiros mais consagrados do país. Com onze CDs gravados, Corrêa já levou sua música a 26 países, de todos os continentes. Além da oficina de viola, que faz parte da programação didática do 23º Festival de Música de Londrina, ele também realiza um show nesta sexta-feira, às 18h30, no Teatro Marista.

No espetáculo, Corrêa recita poesias, apresenta músicas instrumentais e canta canções próprias, repertório que faz parte do CD "Extremosa Rosa", lançado em 2002. E no palco, o músico vai utilizar três violas, duas caipiras e uma de cocho, que é um instrumento mais raro e rústico, típico do pantanal mato-grossense.

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Precursor da pesquisa sobre viola caipira no Brasil, Corrêa, em 1983, lançou o primeiro livro sobre o tema, "Viola Caipira", que oferece conhecimento básico sobre o instrumento. Em 2000, lança a "Arte de pontear viola", resultado de quinze anos de estudo prático sobre a técnica do instrumento.


"Achei que com esse livro estaria livre de cumprir o meu papel como professor, mas isso não aconteceu. Ainda sou muito requisitado para orientar os alunos e passar a vivência de tocar o instrumento, que não tem como colocar em livro", comentou o músico, que é professor pesquisador da Escola de Música de Brasília, onde leciona desde 1985, em que tornou-se o primeiro professor de viola caipira em uma escola oficial.


Corrêa também destacou o momento de "efervescência" que o instrumento vem conquistando no Brasil, com maior produção musical e procura de músicos interessados a se dedicarem ao instrumento. Na sua opinião, o processo de globalização e a informação digital vêm contribuindo para isso. "Acredito que está havendo um movimento pela busca das 'raízes', pelas referências, e a viola é o instrumento que mais põe você no chão, em contato direto com a cultura brasileira", argumentou.


Outro ponto relevante, apontado pelo músico, é o potencial do instrumento, recentemente explorado. "A viola é praticamente um instrumento 'embrionário', que está sendo mais explorado apenas há 20 anos, diferente do violão que tem quase 200 anos de história. Muita coisa ainda pode ser feita na viola e o campo é vasto", disse Correa.

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Serviço:
Espetáculo de viola com Roberto Corrêa

Data: 11 de junho, sexta-feira
Horário: 18h30
Local: Teatro Marista
Ingresso: entrada franca


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