Neste sábado (26), às 20 horas, a Vila Cultural Grafatório apresenta a exposição "Líquido que nem pedra" sobre a contemporaneidade. A iniciativa marca o encerramento das atividades de 2016 e será realizada na Avenida Paul Harris, 1.575 com direito à discotecagem do projeto Empório da Keiko. A entrada é franca. A Vila Cultural conta com o patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).
A exposição faz parte do projeto Expografias, que selecionou artistas de todo o Brasil para exporem seus trabalhos na Vila Cultural Grafatório.
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Nesta terceira edição, conta com obras de Anderson Monteiro, Pilar Rocha e do Coletivo Traço. Nela, os artistas demonstram, por meio da arte, os desafios da contemporaneidade. Para isso, eles exploram, plasticamente, o imaginário simbólico da rocha.
O artista Anderson Monteiro, de Londrina, apresenta o "Passado para o futuro", com naturezas-mortas feitas com grafite, óleo de linhaça, pó de chaminé e tinta a óleo. Esses materiais corroem o papel criando uma terceira margem, ou seja, um lugar de tensão, entre desenho e pintura,
materialidade e vazio, perenidade e finitude.
Já o Coletivo Traço, de Porto Alegre, expõe o "Traço – pulso primordial", em que a instalação reúne desenhos em grafite, crayon e óxido de ferro, em diálogo com fotografias de pinturas rupestres e textos. A obra parte do conceito de desmontagem, caro ao surrealismo, e é inspirada na noção de "imagem em movimento", de Aby Warburg.
A artista Pilar Rocha, do Rio de Janeiro, reúne obras de diversas séries. São desenhos feitos apenas com furos de diferentes agulhas que formam galáxias e texturas minerais sobre papéis. É o procedimento que a artista chama de "medotologia da ostra", na qual a repetição de camadas, com o passar do tempo, forma uma imagem pelo acúmulo de furos, lembrando a textura de uma pedra pome.