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"Tempo Sujo" é o novo CD dos londrinenses do Etnia

01 fev 2002 às 17:55

É uma grande salada musical. A banda Etnia faz um som dançante, com o balanço do maracatu misturado com reggae, rock, baião, forró, hip-hop e metal. "É um maracatu urbano com guitarras psicodélicas", busca definir o baterista Jean. A primeira faixa do disco é uma crítica à indústria cultural. "Eu ligo o rádio/ E só ouço um zunido/ Eu ligo a TV/ E na sequência eu desligo/ Música Fraca/ Informação Barata/ Tentando nos controlar", diz um trecho da música "Zunido".

O disco tem apenas seis músicas, a última delas fica escondida, perto de um minuto depois da última faixa. Vale a pena esperar, ou então correr um pouquinho o disco. Ela foi gravada ao vivo e traz um ritmo próximo do axé, com uma pitada de baião. O nome da canção é "Acalunga", uma boneca que leva uma mensagem de paz e axé a todos. "Ela faz parte de um ritual que é realizado em Pernambuco e que reúne mais de 150 pessoas tocando tambores nas ruas", conta Zumba, vocalista e letrista da banda Etnia.

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