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Tânia Bloomfield abre instalação

28 mar 2001 às 12:26

As amarras dos relacionamentos interpessoais estão representados na forma de travesseiros presos com tiras de matal oxidado, na instalação "Opus", da artista plástica Tânia B. Bloomfield, a partir de hoje, às 18h30, na Sala Arte, Design & Cia, da Universidade Federal do Paraná.

Como uma metáfora sobre tensão e soltura, espaços positivo e negativo, leveza e trabalho árduo, a instalação faz referência ao universo masculino e feminino. "O metal protege ao mesmo tempo que comprime e oprime. O travesseiro simboliza a subordinação feminina, as tarefas diárias e repetitivas de casa, o trabalho como subordinação", esclarece.


A primeira exposição dessa obra foi em João Pessoa (PB), em setembro de ano passado, no complexo arquitetônico do Centro Cultural São Francisco, do século 17. A próxima será, em maio, em Natal e a última, no Museu de Arte Sacra em Curitiba, de julho a setembro, "Faço uma triologia, reagrupando a instalação de modos diferentes", conta Tânia.


Professora de Tridimensionais, na UFPR, Tânia diz que esta instalação tem caráter didático, "Os alunos me pediram muito, então montei esta instalação com fotos e fragmentos da primeira."


Ela conta, ainda, que aparentemente não-moldáveis, os travesseiros remetem à tensão e à soltura da forma, que é delimitada pelo metal e vice-versa. Uma das instalações montadas na Sala Arte, Design & Cia, é como um calendário de 11 colunas e sete linhas, num movimento infinito, contínuo e repetitivo.

Serviço: "Opus", instalação de Tânia B. Bloomfield, abertura, hoje, às 18h30, na Sala, Design, & Cia, da Universidade Federal do Paraná, à Rua Gal. Carneiro, 460, até o dia 13 de abril, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12 horas e das 13h às 19 horas.


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