A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, de 23 a 26 de outubro, show do cantor e
compositor Renato Teixeira, com grandes sucessos de sua carreira e hits da música
caipira. Acompanhado pelos músicos Marcião Gonçalves (baixo) e Natan Marques
(guitarra e violão) há mais de 40 anos, o músico completa seu time com o filho Chico
Teixeira (voz e violão de doze cordas). No repertório estão sucessos como Tocando Em
Frente, Romaria, Amanheceu, Peguei a Viola e Cuitelinho, entre outras.
O músico nascido em Santos, litoral paulista, passou a infância em Ubatuba e a
adolescência em Taubaté, onde a música caipira passou a fazer parte do seu dia a
dia. Em sua família, todos tocavam algum instrumento, seja por hobby ou por
profissão. "Eu poderia ter sido fogueteiro como meu avô Jango Teixeira, que tocava
bombardine na banda", conta.
No fim dos anos 1960, uma fita com músicas do jovem Renato Teixeira foi parar nas
mãos do jornalista e produtor musical Walter Silva, que lhe abriria as portas da
cena musical paulistana. Logo, o músico estaria participando do Festival da Record
de 1967, com a música Dadá Maria, defendida por Gal Costa e Silvio César.
Com o recrudescimento da ditadura militar, Renato Teixeira silenciou sua produção
musical, a exemplo de outros músicos do país. "Fui fazer jingles para sobreviver",
conta. Algumas dessas peças publicitárias tornaram-se sucessos lembrados até hoje.
Nesse período, o músico já havia se identificado com a música caipira. Participou
efetivamente da Coleção Música Popular Centro Oeste/ Sudeste do Marcos Pereira,
gravando canções como Moreninha Se Eu Te Pedisse.
Com os lucros publicitários e em parceria com Sérgio Mineiro, criou o Grupo Água, do
qual fizeram parte os músicos que o acompanham ainda hoje. "Tocávamos sem visar
lucros. Foi com esse grupo que consegui assimilar o espírito da cultura caipira e
projetá-la de uma forma contemporânea para todo o Brasil", revela. Em 1977, o grupo
gravou a canção Romaria, com Elis Regina, sucesso que abriu espaço no mercado para a
música do interior paulista.
A parceria com Almir Sater é outro grande momento da história do compositor. Juntos,
criaram sucessos como Um Violeiro Toca e Tocando Em Frente. Com a dupla Pena Branca
e Xavantinho, gravou o disco Ao Vivo em Tatuí, em 1992, que se transformou em um
marco no gênero. "Aprendi muito com esses dois companheiros, verdadeiros
representantes da cultura caipira", diz Renato Teixeira, que também já gravou discos
com Sérgio Reis, Zé Geraldo, Xangai, Rolando Boldrin, entre outros.
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