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Produção vai ensinar cinema no Paraná

09 nov 2001 às 12:12

Os alicerces para uma indústria do audiovisual no Paraná começam a ser fincados com o filme-laboratório "Terra Vermelha", adaptação do romance homônimo do londrinense Domingos Pellegrini, que terá direção de Ruy Guerra.

O filme vai contar a saga de um grupo de pioneiros que estabeleceram-se no Norte do Paraná e estruturaram a base econômica e social do que hoje é Londrina e região. "É uma história baseada na história da vida", resume o produtor executivo Tito Almeijeiras.


Ele estará em Curitiba entre os dias 26 e 30 para duas oficinas – "Análises Técnicas" e "Orçamento e Captação" – que resultarão na própria produção do filme. "Essa é a idéia do filme-laboratório: que as oficinas tenham um produto final de alta qualidade. Os melhores participantes vão estagiar e assinarão o trabalho ao lado de nomes de profissionais conceituados", adianta Almeijeiras.


A primeira oficina, de adaptação de texto, já aconteceu no início do ano passado e resultou no primeiro tratamento cinematográfico da obra, que foi transformar 517 páginas em duas horas de película. Esse roteiro, coordenado por José Luis Peixoto, foi aprovado pela Lei do Audiovisual do Ministério da Cultura, com um orçamento de R$ 4 milhões.


O projeto todo prevê 12 módulos, divididos em 60 oficinas técnicas, para ensinar na prática as principais funções exercidas numa produção cinematográfica. "Terra Vermelha" será feito em 35mm, em som dolby digital, utilizando as mais modernas técnicas de produção cinematográfica. Os profissionais contratados para coordenar as aulas e trabalhar para o filme, foram escolhidos por sua competência e reconhecimento do público. Nas aulas, eles seguem a orientação da produtora, do diretor e do autor.


A Araucária Produções Artísticas, organizadora do Festival de Cinema, Video e DCine de Curitiba (a sexta edição será de 14 a 19 de maio de 2002), dirigida por Cloris Ferreira, concentra a organização das oficinas, uma vez que adquiriu os direitos autorais do filme.


A realização deverá envolver cerca de 150 técnicos de todas as áreas. Só o elenco será de 350 personagens. "É uma produção para mexer com o estado e mostrar aos empresários a importância do cinema nacional. Aliás, quando se fala em Paraná mostra-se filmes gaúchos", alerta Almeijeiras. Ele é argentino mas mora em Fortaleza e confirma que o estado do Ceará despertou para a indústria do audiovisual, "mas o potencial do Paraná é bem maior e está na hora de acordar para isso."

As inscrições estão abertas até o dia 20 de novembro, pelo telefone (41) 336-1539, e-mail araucaria.producoes@avalon.sul.com.br, Rua Carlos de Paula Soares, 70, Mercês, Curitiba, ou na megastore da Livrarias Curitiba (Polloshop Estação, Av. Sete de Setembro, 2775).


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