A arte continua em voga no Espaço Arte e Cultura Telepar Brasil Telecom. No evento de hoje o tema é literatura, integrando-se ao Encontro de Poetas e Escritores do Paraná, que está acontecendo na cidade desde a semana passada. Palestras e sessões de autógrafos marcam a noite, a partir das 18h30, quando ocorre o bate-papo "Poesia e Multimídia", com o poeta Marcelo Miguel e seus convidados Ricardo Corona e Rodrigo Garcia Lopes.
Das 20 às 22 horas acontece a abertura da exposição de poesias "Parceria com o Acaso", de Marcelo Miguel. Na mesma sessão ocorrem os lançamentos da série homônima de cartões poéticos, também de Miguel, e do livro "Poemas Selecionados 1984-2001", do londrinense Garcia Lopes. Ricardo Corona estará autografando o CD "Ladrões de Fogo’ e Adélia Maria Woellner o livro "Infinito em Mim" e o CD de poesias "Nhanduti – Sempre Poesia".
A iniciativa do Espaço Arte e Cultura fará com que hoje a noite o Encontro de Poetas e Escritores do Paraná mude eventualmente sua sede de realizações para o bairro das Mercês. Uma curiosidade é que o trabalho de Garcia Lopes chega ao público antes mesmo de Londrina, onde reside o autor. O volume reúne cem poemas, sendo que uma parte deles vem de seus dois livros anteriores: "Solarium", de 1994, e "Visibilia", de 1997. A eles somam-se textos inéditos de "Polivox".
"Infinito em Mim", de Adélia Maria Woellner, está em sua segunda edição. "Ele vem de uma fase onde estou mais espiritual", avalia a poeta. Os versos não se prendem a um sentimento de posse, eles mostram um entendimento maior da vida. "Marca uma divisória da minha vida e da literatura, que é um reflexo da existência", acredita.
Este é o sétimo título da autora que em 1963 viu seu primeiro livro chegar ao público. Chamava-se "Balada do Amor que se Foi", e como surgiu numa fase pós-adolescente trazia todas as marcas do romantismo. Mas é com este último trabalho que a repercussão tornou-se mais evidente. "Nunca tive o tipo de retorno que estou tendo agora das pessoas. Elas estão tomando a poesia como algo importante para suas vidas", afirma.
Mais recente é o CD "Ladrão de Fogo", de Ricardo Corona, lançado em julho, pela Medusa Edições. O poeta escolheu como veículo o CD, juntando texto e música, com produção assinada por Grace Torres, do Grupo Fato. Aliás, vários dos integrantes da banda estão no disco.
Não é um mero recital gravado, como pode parecer à primeira vista. Sons fragmentados, em alguns momentos quase experimentalistas, contribuem para o universo dos textos de Corona, igualmente nervosos e enxutos. Alguns dos poemas transformaram-se em música, tornando o poeta parceiro de Grace Torres, Neuza Pinheiro e Vitor Ramil.
Ricardo Corona tem experiência na verbalização poética. Nos anos de 96 e 97, ao lado do guitarrista Johnny Tequila, levou aos bares e casas noturnas o show poético-musical "Poesia’n’roll". Também participou de várias leituras públicas.
Marcelo Miguel escolheu 14 poemas de sua lavra, ilustrou-os e editou em forma de cartões – a série "Parceria com o Acaso" traz textos rápidos e afiados. A idéia de utilizar cartões é um dos caminhos tomados por ele, que editou dois livros anteriores – "Manual do Revolucionário Diabético" e "Astronauta de Brinquedo" – em formatos e conteúdos diferentes. Também lançou a série de cartões PoemiA, que circulou durante quatro anos, até 1993, com ilustrações da artista plástica Kátia Horn.
Poeta, produtor gráfico, radialista e realizador do Encontro de Poetas e Escritores do Paraná, Marcelo Miguel edita atualmente a revista e o jornal cultural "Quixote", que circula em todo o Estado, com tiragem mensal de 5 mil exemplares. É coordenador da Comissão de Implantação da União Brasileira de Escritores/ Seção Paraná e do Fórum de Cultura do Paraná.
Das 20 às 22 horas acontece a abertura da exposição de poesias "Parceria com o Acaso", de Marcelo Miguel. Na mesma sessão ocorrem os lançamentos da série homônima de cartões poéticos, também de Miguel, e do livro "Poemas Selecionados 1984-2001", do londrinense Garcia Lopes. Ricardo Corona estará autografando o CD "Ladrões de Fogo’ e Adélia Maria Woellner o livro "Infinito em Mim" e o CD de poesias "Nhanduti – Sempre Poesia".
A iniciativa do Espaço Arte e Cultura fará com que hoje a noite o Encontro de Poetas e Escritores do Paraná mude eventualmente sua sede de realizações para o bairro das Mercês. Uma curiosidade é que o trabalho de Garcia Lopes chega ao público antes mesmo de Londrina, onde reside o autor. O volume reúne cem poemas, sendo que uma parte deles vem de seus dois livros anteriores: "Solarium", de 1994, e "Visibilia", de 1997. A eles somam-se textos inéditos de "Polivox".
"Infinito em Mim", de Adélia Maria Woellner, está em sua segunda edição. "Ele vem de uma fase onde estou mais espiritual", avalia a poeta. Os versos não se prendem a um sentimento de posse, eles mostram um entendimento maior da vida. "Marca uma divisória da minha vida e da literatura, que é um reflexo da existência", acredita.
Este é o sétimo título da autora que em 1963 viu seu primeiro livro chegar ao público. Chamava-se "Balada do Amor que se Foi", e como surgiu numa fase pós-adolescente trazia todas as marcas do romantismo. Mas é com este último trabalho que a repercussão tornou-se mais evidente. "Nunca tive o tipo de retorno que estou tendo agora das pessoas. Elas estão tomando a poesia como algo importante para suas vidas", afirma.
Mais recente é o CD "Ladrão de Fogo", de Ricardo Corona, lançado em julho, pela Medusa Edições. O poeta escolheu como veículo o CD, juntando texto e música, com produção assinada por Grace Torres, do Grupo Fato. Aliás, vários dos integrantes da banda estão no disco.
Não é um mero recital gravado, como pode parecer à primeira vista. Sons fragmentados, em alguns momentos quase experimentalistas, contribuem para o universo dos textos de Corona, igualmente nervosos e enxutos. Alguns dos poemas transformaram-se em música, tornando o poeta parceiro de Grace Torres, Neuza Pinheiro e Vitor Ramil.
Ricardo Corona tem experiência na verbalização poética. Nos anos de 96 e 97, ao lado do guitarrista Johnny Tequila, levou aos bares e casas noturnas o show poético-musical "Poesia’n’roll". Também participou de várias leituras públicas.
Marcelo Miguel escolheu 14 poemas de sua lavra, ilustrou-os e editou em forma de cartões – a série "Parceria com o Acaso" traz textos rápidos e afiados. A idéia de utilizar cartões é um dos caminhos tomados por ele, que editou dois livros anteriores – "Manual do Revolucionário Diabético" e "Astronauta de Brinquedo" – em formatos e conteúdos diferentes. Também lançou a série de cartões PoemiA, que circulou durante quatro anos, até 1993, com ilustrações da artista plástica Kátia Horn.
Poeta, produtor gráfico, radialista e realizador do Encontro de Poetas e Escritores do Paraná, Marcelo Miguel edita atualmente a revista e o jornal cultural "Quixote", que circula em todo o Estado, com tiragem mensal de 5 mil exemplares. É coordenador da Comissão de Implantação da União Brasileira de Escritores/ Seção Paraná e do Fórum de Cultura do Paraná.